O Camila Cabello Brasil irá presentear uma pessoa com o tão disputado e exclusivo Álbum de Figurinhas do Romance. Para participar, siga as regras no tweet oficial da promoção. Confira o regulamento para mais detalhes:

 

 

 

1. Para concorrer a um Álbum de Figurinhas do Romance, siga o Camila Cabello Brasil no Twitter e no Instagram, dê retweet e marque um perfil nos comentários do tweet oficial da promoção. O sorteio será feito a partir das respostas no Tweet, quanto mais amigos diferentes marcar, maior a chance de ganhar. É proibida a marcação de figuras públicas, lojas, perfis falsos ou qualquer perfil do gênero;

2. O não cumprimento de alguma das regras citadas no regulamento 1, o participante será automaticamente desclassificado;

3. O resultado será divulgado dia 25/11/2020, às 20:00, no Twitter do Camila Cabello Brasil;

4. O participante deve ser residente e possuir um endereço de entrega no Brasil;

5. Após o anúncio do resultado do sorteio, este terá 24 horas para responder entrar em contato com o CCBR (@CamilCabelloBR no Twitter), enviando seus dados para recebimento do prêmio. Não sendo cumprido este prazo, será desclassificado e outro participante será sorteado e a este novo vencedor se aplicam as mesmas regras;

6. O prêmio será enviado num prazo de até 10 dias contados após o envio dos dados de entrega pelo vencedor;

7. O Camila Cabello Brasil não se responsabiliza por extravios e/ou danos ocorridos no prêmio durante a entrega. Se o prêmio for devolvido ao remetente em razão de erros nos dados fornecidos ou ainda pela ausência de pessoas para receber a entrega, o CCBR não se responsabilizará pelos custos de um novo envio;

8. Dúvidas: contato@camilacabello.com.br ou através da DM do Camila Cabello Brasil no Twitter;

Em uma tarde em março de 2012, Simon Cowell tirou um tempo para fumar nos bastidores do Greensboro Coliseum na Carolina do Norte, onde ele estava julgando as audições para o X Factor americano, quando encontrou uma garoto deitada no chão, soluçando.

A garota era Camila Cabello. Ela tinha acabado de fazer 15 anos, e para seu aniversário pediu a seus pais – imigrantes cubanos vivendo em Miami, que se sustentavam como assistente de compras e lavador de carros – para dirigir por 12 horas desde sua casa até as audições. Cabello explicou a Cowell que após ficar aguardando por dois dias para ver os jurados, ela havia acabado de ser avisada que o tempo tinha acabado e ela deveria ir pra casa.

Aparentemente ela era uma reserva”, Cowell me contou ao telefone. “Então eu disse a ela: ‘Escute, eu não tenho ideia do que você está falando ou o que um reserva é, mas já que você está aqui, venha e faça a audição”. Cinco minutos depois, ela cantou [Aretha Franklin – Respect] na frente de 7,000 pessoas e foi sensacional.

Cabello tem uma moldura pequena e uma voz gigantesca e inebriante. O que deixa a desejar em requintes técnicos, ela recupera com paixão jovial e melodrama romântico. Cowell tornou sua carismática descoberta como a (não oficial) líder de um grupo composto por outras 4 concorrentes e o Fifth Harmony nasceu. Após terminar a competição em terceiro lugar, elas assinaram com a gravadora Syco, de Cowell, tornando-se uma espécie de versão feminina de seu outro grupo do X Factor, One Direction. Em meses, Fifth Harmony conquistou um álbum de lançamento de platina com músicas de tema feminista, uma turnê mundial esgotada, duas performances na casa branca e dezenas de milhões de jovens fãs.

Para Cabello, aquele era apenas o início. Ano passado, Havana, o segundo single de seu álbum de estreia que atingiu o primeiro lugar, veio para definir o verão – um feito raro na era da saturação do streaming, onde cada hit é ofuscado pelo seguinte em uma questão de dias. Havana tornou a cantora a primeira artista feminina a ter um bilhão de reproduções com uma única música. Você sendo ou não um fã de Cabello, você já a ouviu.

Nesse verão, a jovem de 22 anos repetiu o impossível. Señorita, uma música romântica latina do seu segundo álbum a ser lançado, com a presença da igualmente estrela pop (e, a partir de julho, namorado) Shawn Mendes, mais uma vez conquistou os charts. Um casal poderoso: de acordo com o Spotify, serviço de reprodução de música online, Mendes, de 21 anos, e Cabello, que ganharam 2 MTV VMAs por Señorita semana passada, são os artistas mais ouvidos no mundo depois de Ed Sheeran. “Havana foi um tipo de sucesso ‘único para toda a vida’ e ela apenas… fez isso mais uma vez.”, diz o empresário de Cabello, Roger Gold, que primeiramente conheceu a cantora enquanto era advogado do grupo Fifth Harmony. “Nunca pensamos que seria algo tão massivo”

Quando eu repito as palavras de Gold de volta para Cabello tomando um leite com cereais em um café vegano em Montreal – a mais recente parada da turnê mundial de Mendes – ela sorri. “Foi o mesmo com Havana”, ela diz, mantendo o olhar na janela para os fãs que estão acampados fora do hotel onde ela e Mendes estão hospedados, desde quando os dois foram vistos andando adoravelmente juntos pela cidade no dia anterior.

“Todos me disseram, essa é uma música latina, não pode nunca ser o single. Pessoas da gravadora e amigo estavam dizendo que eu precisava adicionar mais produção, pois era muito lenta”, continua Cabello, antes de acidentalmente derramar café em seu casaco cinza e sinceramente me implorar por dicas de lavagem. Nós limpamos a manga do casaco dela com água, enquanto Cabello tentava imitar o meu sotaque. “Eu vou pedir um flat white”, ela fala maliciosamente de novo e de novo, até que eu a conduza de volta à conversa. Persuadida de que Havana jamais tocaria nas rádios, Cabello lançou Crying in the Club como o seu primeiro single então. Mas quando o álbum foi lançado, foi Havana que fez os ouvintes se prenderem.

“Era surreal: crianças vinham até mim e perguntavam, ‘você é a Havana?'” ela diz. A música foi indicada em duas categorias do Grammy, onde Cabello se tornou a primeira artista feminina a abrir uma cerimônia.

O domínio de Cabello nas paradas, é parte do que Gold chama de “mudança de terreno“. “Artistas latinos tem ganhado uma enorme aceitação global no mundo pop nos últimos anos,” ele diz. Até 2017, um ‘numero um’ de língua latina era raro, limitado a Enrique Iglesias, Shakira e modas tipo ‘Macarena’. Isso mudou quando Despacito de 2017 de Luis Fonsi e Daddy Yankee, escrita totalmente em espanhol, se tornou a música mais reproduzida da história.

No mesmo ano, o número de músicas de língua espanhola na Billboard Hot 100 pularam de 3 para 19; esse ano o número já está em 16. A influência Latina é tanta na cultura pop que Madame X de Madonna, lançado em Abril teve a estrela cubana Maluma, e a versão moderna do flamenco clássico da revelação espanhola Rosalia esteve no palco John Peel do Glastonbury desse ano. No meio disso, claro, veio a avassaladora Havana.

Cowell diz que ele nunca pensou nas raízes latinas de Cabello quando a conheceu. “E então é claro que eu percebi anos depois, de que ela estava transformando tudo.”. Ele desde então tem tido sucesso com o seu grupo latino CNCO. “Talvez eu deva muita coisa a ela.”

Até mesmo cantores que não são latinos estão lucrando com o gênero, como Justin Bieber provou com seu enormemente popular remix de Despacito. “É definitivamente irritante quando as pessoas se aproveitam, mas as vezes eu sou inspirada por coisas que não são necessariamente da minha cultura.” diz Cabello. “Eu acho que com a globalização, gênero não existe mais. Foi surreal ouvir as pessoas cantando o refrão de Havana. Muitos jovens nunca haviam ouvido falar sobre o lugar.”

Cabello doou os lucros procedentes do vídeo da música para apoiar jovens imigrantes ilegais, conhecidos como Dreamers – que entraram nos EUA menores de idade e estão buscando o status de residentes. Seu canal do Youtube foi inundado com mensagens de fãs latinos a agradecendo por fazê-los se sentirem mais bem recebidos na América. Cabello sofre com ansiedade e procura ficar longe de redes sociais porém quando eu menciono as mensagens ela espalma as duas mãos no rosto e suas sobrancelhas sobem pra trás da sua franja. “É mesmo? Isso me faz tão feliz. Por isso eu quero contar minha história, porque quando eu vejo o que está acontecendo na fronteira, meu coração se quebra. Aquela é minha história também.”

Cabello tinha 6 anos quando sua mãe, uma arquiteta, a carregou através da fronteira do México, dizendo a filha que elas estavam indo a Disney. “Eu tenho essa memória da minha mãe me levando para um posto de gasolina, e só isso,” ela diz. Elas ficaram detidas por 22 horas antes de serem liberadas para seguir para Miami. Seu pai, originalmente da Cidade do México, se juntou a elas ilegalmente anos depois, após nadar o Rio Grande. “Eu não sabia o que estava acontecendo,” Cabello me conta. “Eu apenas tinha meu calendário da Disney que eu riscava os dias até ele chegar.”

“Por isso a minha mãe ama o filme ‘A Vida é Bela'”, ela diz, se referindo ao filme vencedor do Oscar de Roberto Begnini, uma comédia sobre um pai judeu e seu filho levados a um campo de concentração durante o Holocausto. “Obviamente eu não estou comparando a minha história a essa em termos de, você sabe…mas sim a mesma ideia de um pai/mãe inventar um jogo para proteger seus filhos.”

O novo álbum de Cabello, ainda sem nome, que sairá mais tarde ainda esse ano, é um tributo ao primeiro amor. Ela descreve a experiência nos termos do filme Amélia de 2001, que ela assistiu a primeira vez no ano passado. “Antes, eu era Amélie”, ela diz, se comparando a sonhadora principal do filme, encenada por Audrey Tautou. “Eu estava vivendo na minha própria imaginação. Eu não saía e conhecia pessoas. Eu realmente não fazia amigos. São as menores coisas que emocionam a Amelie, como ser paquerada.”

Quando criança, ela odiava tanto atenção que chorava quando lhe cantavam ‘Parabéns pra Você’. Sua audição para X Factor foi a primeira vez que ela cantou em público, e a ajudou a perceber que ela poderia se transformar no palco. “Agora, eu sou a Amélie ao final do filme, quando ela se apaixona pela primeira vez e quebra a sua proteção.”

Das 72 músicas que Cabello escreveu para o álbum, apenas um pequeno número será lançada, e cada uma delas tratará das minúcias dos relacionamentos. Desejando que eu escute algumas, Cabello chama a sua mãe Sinuhe, que viaja com a filha a todos os lugares e chega ao café com um iPhone, onde ela toca duas novas músicas para mim. A primeira é uma balada pesada, gótica, remanescente da Avril Lavigne de antigamente; a outra uma música Latina carregada com um batida poderosa que faz você querer levantar e dançar salsa.

Como no álbum anterior, Cabelo é creditada como compositora em todas as músicas do novo álbum – uma raridade em uma época onde tantos hits são manufaturados por times de compositores e produtores. Será que ela está querendo se posicionar sobre alguma coisa?

“Não, mas eu preciso contar minhas próprias histórias,” ela diz. “Eu ainda me arrependo do meu primeiro single, Crying in the Club, porque eu não o escrevi e eu não senti como se fosse meu. Eu tinha o refrão de Havana, porém eu segui com o que era seguro, com o que as pessoas da indústria me diziam que funcionava antes. E resultou que ninguém sabe o que pode acontecer.”

Quando Cabello usa a palavra “indústria”, sua expressão, geralmente acolhedora e confiante, se torna inquieta. A falta de liberdade que ela experimentou no início da carreira como parte de um grupo de gravadora parece ter criado nela uma desconfiança no sistema.

“Fifth Harmony era como se fosse uma pessoa a parte. Era com se nós estivessemos lá para servir ao grupo”, ela diz, puxando as mangas do seu casaco cinza. Após Cabello deixar o grupo em 2016 ela foi acusada de traição, e as coisas ficaram feias – quando as 4 integrantes remanescentes abriram o MTV Video Music Awards de 2017, em uma plataforma elevada mostrando a silhueta de 5 mulheres ate que uma delas fosse atirada para fora do palco quando a performance começou. “É tão normal grupos de desintegrarem. Eu acho que tem que acontecer algum tipo de milagre para 5 pessoas permanecerem juntas,” ela diz. “Eu sou tão interessada para saber o que acontece de diferente com o Little Mix.”

Em 2020, Cabello vai fazer seu próximo passo na carreira – na atuação. James Corden pessoalmente a escolheu para estrelar a contribuir para criação de um musical com uma nova versão para Cinderela, que ele está produzindo. “Ele viu meu comercial da L’Oreal onde eu estou basicamente sendo idiota, e ele achou aquilo legal.” Ela parece um pouco assustada – e está atualmente tendo aulas de atuação – mas parece ser um próximo capítulo óbvio para uma vida real que está tomando a dimensão de um conto de fadas.

“Quer saber,” Cowell me diz antes de desligar o telefone, “eu nunca imaginaria, lá atras, que quando eu conheci a menina que estava tendo o pior dia da sua vida, que estava chorando na parte de trás da arena, que agora estaríamos tendo esse tipo de conversa sobre ela. Você consegue acreditar?”

O novo single da Camila Cabello sairá na quinta-feira.

Depois de tanta espera, a aguardada parceria entre Alejandro Sanz e Camila finalmente aconteceu! Alejandro divulgou na última terça-feira (19) a tracklist de seu novo álbum, “El Disco”, que contará com participações de alguns artistas, incluindo a Camila, que está na faixa “Mi Persona Favorita”. Em uma recente entrevista durante uma coletiva de imprensa realizada em dezembro no Brasil, Sanz descreveu o vídeo como “f*da”. A colaboração entre Cabello e Sanz, confirmada desde julho do ano passado, teve seu clipe gravado em novembro. O álbum de Alejandro será lançado dia 5 de abril.

“Mi Persona Favorita” trouxe um clipe cheio de histórias de vários casais diferentes, incluindo o casal brasileiro Whindersson Nunes e Luisa Sonza. Já por outro lado, Cabello dedicou a canção para a Sofi, sua irmã. Confira:

“Eu dedico essa música para a minha irmãzinha Sofi, quem é a “minha pessoa favorita”.

A música foi composta por Alejandro Sanz e Camila Cabello! Além disso, é o primeiro lançamento da cantora em 2019!

Por sua vez, Camila está em estúdio gravando seu segundo álbum, ainda sem previsão de estreia.

“Regras da Camila”

COSMO: Conheça Camila Cabello, a musicista mais conhecida no mundo no momento, e possivelmente uma das mais motivadas.

Camila: “Não se acomode”

“Sempre se lembre o quão melhor você precisa ser”

“Eu aprendi a usar a pressão como vantagem”

COSMO: 3 da tarde de uma terça-feira à tarde e estou sentado em frente ao vidro da recepção do escritório de publicidade de Camila Cabello. Cabello está no meio de um turbilhão de turnês de publicidade em Londres e está atrasada. Mas essas coisas acontecem. Nas últimas 72 horas, a cantora já fez um ensaio de fotos para a Cosmopolitan, uma entrevista na Radio 1 com Nick Grimshaw, uma performance de Dancing On Ice [programa de TV britânico], outro ensaio de fotos street e pelo menos mais seis entrevistas diferentes para televisão.

Dez minutos depois, alguém de sua equipe aparece.

“Camila está pronta pra você agora”, ela sorri.

Eu sou conduzido a uma sala de reuniões com uma mesa de reunião no meio. Do tipo que se espera encontrar Donald Trump sentado no final, e não uma mulher pequena e dócil cujas franjas marrons caem sobre o rosto como um par de cortinas de uma mansão.

Uma mulher mais velha se senta ao seu lado de maneira protetora enquanto a jovem mulher folheia atenciosamente uma revista, dobrando os cantos das páginas com frequência. Essa é Camila Cabello, a maior estrela do pop no mundo, cercada por sua mãe.

CC:”Oi”,

COSMO: ela acena para mim enquanto sua mãe sorri e então se retira silenciosamente. Ela me diz que está cansada. Eu conto que estou cansado também, já que voei de LA na noite passada. Ambos rimos.

CC: “Só estou procurando por roupas que eu goste”,

COSMO: ela sorri ao continuar folheando a revista.

Poucos musicistas jovens podem competir com a trajetória de Cabello. Ela foi quem encontrou fama aos 15 anos no The X Factor (US) ao ser colocado em um grupo montado por Simon Cowell. A banda era Fifth Harmony, um dos girlgroups de mais sucesso nos últimos seis anos. Elas tiveram dois álbuns top 10, múltiplas turnês esgotadas, e então, no auge de sua fama, Cabello simplesmente sai. As companheiras de banda disseram estar “machucadas e confusas”, e pareceram demonstrar tais sentimentos ao empurrarem uma ‘Camila’ boneca do palco durante uma perfomance no VMAs da MTV no ano passado (e anunciaram um hiatus da banda em Março).

Mas nesse meio tempo, Cabello planejava silenciosamente, se preparando para liberar seu trabalho solo para o mundo. Em Agosto, ela simplesmente o fez. Havana, um single pop de influências latinas que homenageia a cidade onde ela nasceu, tem sido tocado em todas as estações de rádio no mundo e alcançado o número um em 22 países, incluindo os Estados Unidos e o Reino Unido, e assim permaneceu por cinco semanas.

Seu álbum, Camila, esteve entre o topo do iTunes em 99 países em Janeiro e foi direto o número um nos EUA. Ela também teve uma turnê esgotada, em um dia.

CC: “Nunca se acomode. Não importa o que qualquer pessoa me diga, eu sei que eu preciso de mais que um bom álbum para ter uma carreira”,

ela diz. “Mesmo quando alguém me diz que as estatísticas e números são incríveis, eu relembro a mim mesma de que se não se pode manter isso por uns 15 anos, como as maiores pessoas fizeram, então… é por isso que gosto de olhar para pessoas como Prince e Madonna porque isso me relembra – “Você tem muito o que fazer, querida, antes de parar de prender e crescer””.

COSMO: Ela acrescenta,

CC:“nunca deixe subir para a cabeça e lembre-se sempre o quão melhor você precisa ser.”

COSMO: Com uma conversa dessas, é fácil se esquecer que Cabello tem apenas 21 anos e ainda vive com os pais em Miami. Não restam dúvidas de que ela possui uma cabeça madura, visto que ela vem trabalhando solidamente com a indústria da música desde seus 15 anos, quando fez uma audição para o The X Factor (US).

CC: “Muitas das coisas que tive que aprender aos 15 anos ainda são praticadas por mim. Eu seria muito pior se eu não as tivesse aprendido. No The X Factor, eu aprendi a usar a pressão como vantagem,”

COSMO: ela explica.

CC: “Tanto que agora eu sinto que posso lidar com situações de pressão – onde você afunda ou nada. […] Isso me deu determinação.”

“Sempre que recebia muita atenção, entrava em pânico.”

COSMO: Ela nem sempre quis ser uma cantora, no entanto. Crescendo em Cuba e após se mudar pro país de origem de seu pai México, ela continuou tímida.

CC: “Tipo muito introvertida,”

COSMO: ela conta. Sua família imigrou pros Estados Unidos, ficando em Miami quando ela tinha 7 anos. “Eu era uma nerd de all stars.” ela acrescenta.

CC: “Música sempre foi meu hobby, mas nunca cantei publicamente. Eu choraria se minha família me pedisse pra cantar para eles. Ou quando cantavam parabéns para mim, porque quando recebo muita atenção, eu entro em pânico. Até hoje, quando estou dando entrevistas, e tem mais de oito pessoas na sala eu fico com ansiedade. É como se tivessem duas partes diferentes de mim.”

COSMO: Então veio como uma surpresa para a família de Camila quando ela anunciou que, para seu aniversário de 15 anos, ela queria ir às audições do The X Factor (US).

Ela me conta a história da festa latina ‘quinceañera’.

CC: “Basicamente, quando você faz 15 anos, os latinos tem esse costume. É como a comemoração americana ‘Sweet 16’, só que aos 15. É quando você se torna uma mulher.” ela sorri.

“Eu estava tipo ‘eu nunca tive uma festa de aniversário e não sei se quero agora’ ao invés disso, eu quis que me levassem ao X Factor – que estavam fazendo audições na Carolina do Norte.”

COSMO: Seus pais concordaram, fizeram as malas e levando sua avó junto à uma viagem de 13 horas. Éramos só nós nesse minúsculo carro durante todo o percurso.” Camila não passou da fase ‘boot camp’, mas mais tarde foi convocada por Simon Cowell e outros jurados para formar o grupo Fifth Harmony juntamente com Ally Brooke, Normani Kordei, Dinah Jane e Lauren Jauregui.

CC: “Nós fizemos muita coisa juntas e passamos pelas mais transforma… transforma… transformadoras! Transformadoras experiências. Desculpa, não tenho dormido por umas duas semanas! Eu fui exposta à área de trabalho que era o meu sonho.” Mas foram cinco anos intensos, fazendo turnês intermináveis por shoppings no começo da carreira. “Eu só lembro de ter espinhas,” diz Cabello. “Espinhas horríveis. Isso é tudo de que me lembro…”

COSMO: O jeito como tudo acabou é um assunto ainda desconfortável para Camila. É a única parte que ela não gosta de falar sobre na entrevista, e me disseram anteriormente que ela não gosta que levem a entrevista a esse assunto. Mas o que é claro é que ela se sentia sufocada no grupo – e começou a escrever material solo desde cedo.

CC: “Comecei a escrever aos 16 anos.” revela Camila.

“Na mesma época em que eu estava gostando de um menino e sendo correspondida. Quando estávamos em turnê, em nossos dias de folga, eu só ficava no meu quarto de hotel e escrevendo no meu laptop.” Sobre o quê ela escrevia? “Meu primeiro namorado, primeiro beijo, primeiro encontro… Eu tinha um bocado de músicas escritas e eu queria me expressar completamente,” ela diz.

COSMO: Logo, sair sozinha e estar no controle das decisões de sua carreira foram incrivelmente libertadores. Você sentiu um peso sair das suas costas?

CC: “Sim, definitivamente,” ela diz. “Ainda me faz bem… Eu amo tomar todas as minhas decisões, porque o produto disso foi algo que me representa completamente. É como fazer meu próprio café da manhã. Tem um gosto melhor do que o de um restaurante, porque é seu, porque você o fez. Foi assim que me senti.”

COSMO: Quando ela saiu da banda, ela tirou suas primeiras férias em cinco anos – uma semana em Cancún. Mas não demorou muito para ela se sentir vazia novamente. E, como resultado, Cabello é muito restrita com o seu honorário esses dias – apesar de que, ela está claramente exausta de toda essa viagem da tour promocional.

CC: “A única coisa que foi difícil [sobre seguir carreira solo] foi que houve um ponto onde eu não tive vida porque estava trabalhando sempre,” ela relata. “Eu estava tipo, ‘Eu realmente preciso de equilíbrio. ‘ E foi assim essa pressa que não tinha tempo. Com poucos meses eu estava falando pra mim mesma, ‘Isso não está me ajudando. O trabalho seria melhor se eu trabalhasse menos intensamente.'”

“Às vezes se as coisas estiverem tipo..” ela inspira longamente para demonstrar sufoco. “Se você não tirar um segundo para ter outra perspectiva, você começa a ver coisas como elas não são.”

COSMO: Outra coisa com a qual Camila teve que lidar foi com seu TOC. Ela disse que, em um certo ponto, ele a acordava “com um batimento cardíaco acelerado e pensamentos bem negativos, intrusivos e compulsivos.”

Hoje ela admite,

CC: “TOC é estranho. Eu sorrio com isso agora. Todo mundo tem diferentes maneiras de lidar com o estresse. E, para mim, se eu fico muito estressada com algo, eu começo a ter o mesmo pensamento várias e várias vezes, e não importa quantas vezes eu chegue numa solução, eu sinto como se algo ruim estivesse prestes a acontecer se eu não continuo pensando nisso. Eu não sabia o que era isso e quando descobri, e aprendi como controlar isso, me senti muito melhor. Eu me sinto muito mais no controle agora. Até o ponto em que eu estava tipo, ‘Aha! Ok, isso é só meu TOC.’ Eu perguntaria uma pergunta à minha mãe pela 4ª vez e ela estaria dizendo, ‘Isso é o TOC. Você tem que deixá-lo ir.'”

COSMO: Cabello aprendeu técnicas de como lidar com isso. “Você não pode entretê-lo e pensar em outra coisa. É tipo se coçar. Você só tem que fazer outra coisa ou você vai acabar encorajando a coceira.”

Trabalhando na indústria musical, ela se preocupa em se exaurir.

CC: “Eu odeio pensar nisso,” ela diz. “Eu não quero ser uma fonte de dor. Isso é um crime para mim porque é a coisa que eu mais amo no mundo. Não quero torná-la em algo que me faça infeliz. Então eu sou muito cuidadosa em relação à minha carreira. Quando sinto que estou chegando a esse ponto, eu falo, ‘Precisamos tirar algumas coisas, você tem que me dar mais dias de folga, algo tem que acontecer.’ Quando você está exausta, você só quer acabar com tudo, e você não quer acabar com algo que você se importa tanto.”

COSMO: É em casa, em Miami, que Cabello escolhe relaxar. “Sinceramente, eu assisto muitos filmes como Harry Potter. É minha coisa favorita de fazer. Eu apenas amo estar na minha casa com minha família. No meu quarto, sozinha. Eu amo isso. É a melhor coisa.”

CC: “Eu passei muito tempo pensando que se eu precisasse descansar então eu não estava trabalhando o suficiente, e agora eu penso o oposto. Eu preciso de tempo para mim mesma, para ser criativa e pensar em ideias e ter experiências com as quais eu possa crescer, escrever sobre e transformar em arte. E não pela minha carreira, mas por mim. Para minha satisfação pessoal. Ninguém ganha nada de mim enquanto estou assistindo Friends o dia todo com meus amigos. Mas é só pra mim, e essa já é uma razão boa o suficiente.”

COSMO: Estar longe de casa é a coisa mais difícil que Camila encontra em sua carreira. “Até hoje é difícil,” ela suspira.

CC: “É a parte mais difícil – estar longe de minha família. Eu não quero nunca me mudar pra Los Angeles porque eu não posso viver longe deles.” Então, quando ela viaja, leva sua mãe junto. “É muito legal, ela é minha melhor amiga. Minha outra metade.”

COSMO: Isso a mantém firme.

CC: “Tem algo sobre estar com sua mãe. Você se sente como uma criança. E sua família não se importa se você fez besteira ou flopou ou se sua música não foi um sucesso. Eles te amam independentemente e isso é muito importante para mim.”

COSMO: Outra pessoa com quem Camila passa muito tempo é com Taylor Swift. Elas se conheceram no VMAs há quatro anos atrás.

CC: “Sim – ela diz sorrindo -, eu a amo. Nós só conversamos sobre garotos. Ela ama amar, e amamos falar sobre isso. É divertido só conversar e sonhar.”

COSMO: Quanto a pergunta de se existe um homem no momento, Cabello não comenta. Mas recentemente ela foi fotografada beijando o britânico coach de relacionamentos e expert em relações da revista US Cosmopolitan’s Matthew Hussey numa praia em San Lucas.

A publicitária de Camila entra na sala e diz que precisamos trocar de sala pois precisam usar o espaço. Nós nos mudamos para sala ao lado, mas eu posso sentir que as últimas duas semanas tiraram o vigor e Camila está fraca.

Como ela lida com o Jet Lag?

CC: “Eu apenas lido com ele, com adrenalina e também alegria. Você tem que ser feliz pois assim se sentirá menos cansada.”

Mas ainda está complicado. “Eu não tenho muito tempo, porque estou sempre trabalhando. E também ficar viajando por lugares diferentes pode ser solitário.” Então seria ela uma viciada em trabalho? “Sim,” ela responde. “Mas eu queria que tivesse mais tempo para que eu pudesse fazer tudo que eu quero. Eu sinto que sou viciada em sonhos. Eu não trabalho só para fazer algo, mas eu sempre tempo que inventar algo novo. Surgir com uma nova música ou ideias para um novo álbum ou clipe.”

COSMO: Ela se considera uma mulher de negócios?

CC: “Aí é que está,” ela diz. “Eu odeio a palavra ‘dinheiro’. Simplesmente não… [suporto]” Ela dá uma pausa, pensando, antes de continuar, “Meu pior medo é fazer um álbum para que ele venda muito ou seja muito bem sucedido. Não quero ser a pessoas que faz músicas no estúdio dizendo, ‘A rádio vai amar isso’ ou ‘Nós ficaremos ricos depois desse single.’ É nauseante para mim. Eu só preciso do suficiente para deixar minha família e eu confortáveis, e têm sido uma bênção para mim poder ajudá-los dessa maneira.”

COSMO: Com isso, nós concluímos a entrevista, porque é o horário do próximo entrevistador.

CC: “Descanse um pouco,”

COSMO: ela diz e eu digo como resposta, “Você também.”

“OK,” ela responde.

Do lado de fora, está um caos. Outro jornalista está esperando para entrar para seu turno, junto com uma grande equipe de filmagem. Mais tarde ela precisa ensaiar para os BRITs, aonde ela estará apresentando um prêmio amanhã à noite. Algo me diz que Cabello não conseguirá o descanso que ela corre atrás por mais um tempo.

CAMILA, o álbum, já está disponível.

 

Fonte: Cosmopolitan UK

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR.

Onde está o coração de Camila Cabello?

A cantora cubano-mexicana goza do carinho de sua família e de milhões de fãs ao redor do mundo, mas seu coração está completo?

É a tarde após a entrega dos últimos prêmios Grammy, as redes proclamam Camila Cabello como a grande vencedora (por vários motivos) da noite. Seu primeiro momento seria com Kesha, Cindy Lauper, Bebe Rexha, Julia Michaels e Andra Day, o coro que levantou uma oração de encorajamento para o movimento #MeToo; depois, seguiria o discurso esperançoso dirigido aos Dreamers – inovação total; terminando com a apresentação do U2, a banda icônica que, como Camila, é a voz de uma geração.

Cinco e trinta em ponto, a produção da capa desta edição terminou na cidade de Nova York, então é hora de falar com a voz que conquistou o mundo.

Que momento ontem à noite com Kesha e a interpretação de “Praying”, que em espanhol significa oração. Camila, o que ou quem estão em suas orações?

“A nível pessoal, saúde, felicidade e minha família são os aspectos mais importantes. Em uma escala maior, mais tolerância e amor no mundo.”

Pessoalmente, acredito que nossa geração e os mais novos estão perdendo a fé em acreditar que podem alcançar seus sonhos. Qual a sua opinião?

“Honestamente, eu acredito que está acontecendo o contrário. Cada vez que dou uma olhada nas minhas redes sociais ou a internet, observo que os jovens estão cheios de fogo com o desejo de gerar novas ideias no mundo. Me faz feliz ver meus fãs — adolescentes de 14 ou 15 anos — que falam sobre o feminismo, o racismo e têm essa paixão por debater sobre isso, sinto que há um fogo interno neles que os leva a alcançar mudanças.

Falando de gerações, já dividiu o palco e experiências com grandes ícones da música (Cindy Lauper, U2, Elton John). Cada um deles se inspiraram na sua própria época e geração para escrever e interpretar suas músicas. Como descreve a geração que está dirigindo sua música?

“Sinto que a minha geração, desde cedo, está com uma imagem exposta de muita honestidade do que é o mundo. Com todos esses fatos que estão acontecendo (politicamente) no planeta, e como eu citei anteriormente, tudo está na internet, às vezes causando uma percepção da realidade mais fria do mundo, então eu sinto que a música que eles procuram trata-se de felicidade, esperança e força.”

Essas últimas palavras (felicidade, esperança e força) definem em uma boa parte os mexicanos, como suas raízes cubanas e mexicanas impactaram sua formação artística e pessoal?

“Uma grande parte da minha vida e personalidade é o resultado dessa cultura fascinante. Quando eu era criança, lembro que as músicas que eu escutava na minha casa eram canções românticas de Luis Miguel, Maná, Camila, Sin Bandera, Shakira e essas letras apaixonadas sobre o amor. Eu sempre tive uma obsessão com o romance, e muitas das minhas músicas falam sobre o amor, é o meu assunto favorito para compor. No estúdio de gravação, trabalhando com compositores americanos, apresentava a eles uma composição ou um conceito super dramático ou muito romântico, e eles diziam: “Oh não, não… É muito doce ou pegajoso.” No entanto, sinto que a música e a cultura com que cresci na minha casa afetaram quem eu sou agora, como eu me apaixono ou o meu jeito de ser com os outros. Você sabe como nós latinos somos, muito abertos, quentes, nós amamos contato físico e afeto. Definitivamente, esta mistura de culturas explica grande parte da minha personalidade. Quanto ao meu álbum, essa influência é ouvida de muitas maneiras.”

Este é um momento difícil para os latino-americanos e para aqueles que vivem nos Estados Unidos, então eu aplaudi o seu discurso no Grammy. Eu a parabenizo pela coragem que você mostrou ao falar sobre os “Dreamers”, o que levou você a fazer essa declaração?

“Primeiramente, obrigada. Em momentos como estes diante de uma injustiça, é quando você deve decidir entre manter o silêncio e olhar para o outro lado porque você não está sendo afetado, ou, fazer o certo usando sua plataforma para ajudar aqueles que estão sofrendo e sendo silenciados por um injustiça. Penso que o mundo seria melhor se fossemos mais solidários.”

Passando para outro ponto, e o sucesso de hoje, existe uma fórmula para alcançá-lo?

“A única fórmula que funciona é trabalhar duro e nunca desistir de seus sonhos, lembre-se de que nada é impossível se você realmente quiser.”

E qual é a sua definição de sucesso?

“Felicidade junto com o amor que vem das pessoas que estão à sua volta, sua família; Impulsionar suas paixões, torne-se a pessoa que você quer ser, faça mudanças com projetos que farão você sentir que está realmente vivo.”

Seja com pessoas que gostam de sucesso e fama, ou aqueles que são mais anônimos, os rótulos parecem condicionar a forma como nos apresentamos. No entanto, estamos em tempos de mudança e devemos eliminá-los, ser mais nós, sem qualificadores. Para você, foi difícil eliminar esses rótulos do passado?

“É definitivamente uma realidade que muitas pessoas enfrentam. No meu caso, sempre me lembro que essa vida é para mim, que no final do dia o que você tem é devido ao que você fez com o seu tempo, suas experiências, como você escolheu viver e o relacionamento que você estabeleceu com você mesmo. Às vezes, é difícil, mas essa é uma das razões pelas quais não entro na internet para saber o que pensam de mim… Não quero saber. Se eu sei os rótulos que colocaram sobre você ou o que eles pensam de mim antes de entrar em uma sala, eu não entraria porque seria assustador. Então, você se sente consumado pelo que as pessoas pensam sobre você e não tem tempo para falar com você e questionar o que você pensa de si mesmo, que é o que realmente importa. Uma das melhores lições que aprendi na minha vida e carreira é bloquear o ruído, e isso se aplica a qualquer situação: o que eles pensam sobre mim, minha música ou meu álbum, se eu estou em um relacionamento ou a pessoa com quem eu tenho um encontro que eles não gostam. Se você ouvir todas essas opiniões, não pode viver a sua própria vida e do jeito que deseja viver… Acreditar que esta é a minha vida e não me importar com o que pensam de mim, é a lição mais poderosa que aprendi.”

Finalmente, não podemos terminar sem falar sobre “Havana”, todos ouviram e dançaram, é o grande sucesso do ano passado e continua! Nas primeira linhas, cita: “Half of my heart is in Havana” (metade do meu coração está em Havana). Atualmente, onde está a outra metade do seu coração?

“Mmmm… Obviamente, a outra metade está no México!”

Fonte:  Vogue México

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR.

 

COUP DE MAIN: Nós amamos “Never Be The Same”! Encapsula perfeitamente aquela sensação de vertigem de se apaixonar. Você acha que o amor é a emoção humana mais forte?

CAMILA CABELLO: Obrigada! Eu realmente acho, acho que [o amor] controla tudo e, definitivamente, uma vez que ele se apodera de você, não há um sentimento maior, mas sinto que nem precisa necessariamente ser amor romântico. Pode ser amor entre amigos, amor entre sua família, amor por algo que você faz, pode ser amor que você sente quando entra em uma sala com pessoas com quem se sente segura e confortável, o amor pode ter muitas formas diferentes Mas definitivamente acho que é o mais poderoso.

CDM: Em ‘Something’s Gotta Give’ você canta sobre “emoções falsas” – o amor é a emoção mais difícil de fingir?

CAMILA: Sim, eu nunca poderia fingir isso. Sinto que machuca você fingir algo assim, sabe? E eu simplesmente me sentiria culpada.

CDM: Não há como sentir que seja certo mentir para alguém.

CAMILA: Com certeza.

CDM: “Ela ama o controle, ela quer do jeito dela / E não há como ela ficar, a menos que você desista”, e “não tente domar a tempestade”, são letras tão audaciosas, fortes e auto assertivas. Foi importante para você ter letras empoderadoras em seu álbum para suas jovens fãs?

CAMILA: Sim, absolutamente! A razão pela qual eu queria escrever uma música chamada “She Loves Control” é porque, antes de tudo, eu estava em um lugar na minha vida onde pela primeira vez eu estava [no meu] início dos anos 20 e você está tomando suas próprias decisões e vivendo sua vida da maneira que você realmente quer viver, e eu senti que eu tinha muito controle criativo. Eu tinha todo o controle sobre minha carreira, do meu tempo, dos meus dias, do que eu queria fazer, e era tão empoderador e eu me sentia tão bem e adorei a ideia de ter meninas jovens cantando com seus amigos “Ela ama o controle, ela quer do jeito dela”, e transformar nessa coisa poderosa que você decide quem você quer ser e como quer viver.

CDM: Se eu fosse uma menina mais nova, estaria tão feliz de ter alguém como você para me espelhar. Sinto que você empodera muito as meninas.

CAMILA: Isso é muito gentil! Obrigada, significa muito para mim. Sinto que quero tocar as pessoas. Música é algo que faço para mim mesma, é o que me faz feliz, mesmo que seja o que eu faço [como trabalho], ainda é meu hobby, então isso me faz feliz, mas quero inspirar as pessoas de maneira mais profunda do que só lançar músicas. Então sinto que é importante para mim… Eu realmente quero ajudar meus fãs.

CDM: “All These Years” aborda um sentimento tão universalmente relacionável – ainda manter um sentimento por alguém que pode sequer se lembrar que você existe. Como você consegue encerrar esses tipos de sentimentos e passar para a fase de ‘cura’?

CAMILA: Bem, sinto que às vezes também depende da sua situação, porque percebi que antes disso às vezes esses sentimentos que eu achava que tinha por uma pessoa podem ter sido romantizar o passado só porque estou sozinha agora, e às vezes você tem que se perguntar, ‘O que você realmente sente?’. Ou às vezes você meio que foge para essa ilusão, para algo que não é real, talvez para se proteger do presente e de algo que poderia ser real. Acho que você tem que se perguntar e avaliar, ‘Eu ainda sinto algo por essa pessoa?’. E se realmente realmente sentir, acho que é importante dizer, porque a vida é muito curta. Você já assistiu “Sex And The City”?

CDM: Alguns episódios, mas não fiz maratona de tudo.

CAMILA: Bem, Miranda e Steve, eles perdem tanto tempo porque se amam tanto. Ambos são um casal com outra pessoa e são tão obcecados um com o outro e ela leva uma eternidade para falar tipo, ‘Steve, eu te amo’, e eles desperdiçam tanto tempo, poderiam ter feito isso 10 episódios atrás e a vida é muito curta para não dizer o que você tem que dizer sobre pessoas.

CDM: Amo quanto a série te afetou.

CAMILA: Afetou mesmo! Acho que a pior coisa que pode acontecer é eles tipo, ‘Oh, eu não te amo mais, não me sinto mais da mesma forma’. Aí você tipo, ‘Bem, ok. Bom saber’. E segue com a sua vida.

CDM: O que passava na sua cabeça enquanto escrevia a música ‘Consequences’?

CAMILA: Basicamente, como essa música aconteceu foi… Ed Sheeran, que é meu correspondente por e-mail!

CDM: Sério?

CAMILA: Sim, eu sei! Loucura! Ele me apresentou a uma garota, Amy Wadge, com quem escreveu ‘Thinking Out Loud’ e nos colocou em contato e basicamente me introduziu ao conceito de “Consequences” e adorei, então sabia que queria no meu álbum. Trabalhei [na música] e senti tão profundamente… Essa música me remete a uma experiência na minha vida em que tipo “Never Be The Same”… É como uma sequência de “Never Be The Same”. Sinto que muitas das músicas poderiam estar em uma história, e todas as diferentes fases, e acho que ‘Consequences’ é a sequência de um amor que era intoxicante assim e é difícil de tirar da sua mente, ou do tipo de amor que você compara com todos e não é a mesma coisa.

CDM: Você explora muito esse tema no seu álbum.

CAMILA: Sim, exploro!

CDM: Parece muito honesto e genuíno.

CAMILA: Obrigada!

CDM: Em ‘Real Friends’ o verso, “Essa cidade de papel me decepcionou muitas vezes” é uma referência ao livro do John Green, ‘Cidades de Papel’?

CAMILA: Sim! Eu percebi isso quando escrevi o verso e gostei de qualquer forma. É sobre L.A. [Los Angeles] e esse humor em que eu estava enquanto escrevia o álbum, foram algumas coisas que aconteceram em sequência que me fizeram tipo, ‘Não quero mais tentar nessa cidade!’.

CDM: É, L.A. te desgasta.

CAMILA: 100%. Então me cansei de me decepcionar, e ‘cidade de papel’ parecia o jeito certo de descrever porque parecia um pouco vazia e falsa para mim, tipo unidimensional. E esse é um tema comum no álbum também, “In The Dark” tem essa vibe que sou praticamente uma hater de L.A. no meu álbum.

CDM: Como se sente [sobre L.A.] agora? Sente-se melhor?

CAMILA: Sinto que encontrei boas pessoas agora, então me sinto um pouco melhor, mas ainda não adoro.

CDM: Às vezes, parece que quando você fala com pessoas em L.A. tudo o que eles querem é saber que estão no seu telefone e isso é tudo o que querem.

CAMILA: Tipo, conseguir alguma coisa, ou saber o que está fazendo! Tipo, ‘O que VOCÊ está fazendo?’ Também acho que não há energia mágica aqui. Sinto que tem isso em Nova York, eu amo Nova York.

CDM: Fui a Nova York uma vez e senti que era tanta coisa, só queria ir para casa.

CAMILA: Eu sei, isso pode acontecer com certeza. Algumas pessoas dizem isso, mas, para mim, é mágica. Mas sinto que gosto de estar em um lugar que tenha mais energia ou mais coisas acontecendo do que no meu corpo. [risos]

 

CDM: O seu título original do álbum ‘The Hurting, The Healing, The Loving’ foi uma referência ao livro “Milk and Honey” de Rupi Kaur. Você teve outras influências literárias no álbum? Quais livros você está lendo atualmente?

CAMILA: Rupi Kaur é incrível, eu a amo. Na verdade, eu dei o livro ‘The Sun And Her Flowers’ para minha avó e minha avó adora. Minha avó é uma velha senhora cubana que fala espanhol; eu a amo. Eu gosto muito de Lang Leav, uma vibe similar. Eu amo Pablo Neruda. Adoro a poesia de amor! Eu tenho lido “Love In The Time of Cholera” há muito tempo, mas não terminei. É de um autor colombiano, seu nome é Gabriel García Márquez e é como uma história de amor clássica. É basicamente sobre duas pessoas que se apaixonam de longe quando têm 16 [anos] e esse cara, tudo que ele faz em sua vida gira em torno dela – tipo, ele consegue empregos específicos ou vai a lugares específicos apenas para encontrar-se com ela ou entrar em contato com ela, porque ele é pobre e ela é tipo da elite… Estou descrevendo da maneira mais não poética, a maneira mais moderna de descrevê-lo. Não consigo lembrar de que período é, mas é antigo. Seu pai quer que ela se case com um cara rico que está no mesmo nível social e ele está apaixonado por ela e ela se casa com esse cara rico, mas ela sempre… Estou na parte em que eles estão velhos, têm tipo 60 anos agora! É bem fofo.

CDM: Você é tão focada no amor! Mas é uma forma difícil de viver.

CAMILA: É mesmo! Na verdade, não sou [focada no amor] tanto quanto era antes. Antes, eu era tipo ‘Oh, quero me apaixonar, quero isso, e quero amor na minha vida,’ porque fiquei solteira por muito muito muito tempo. Digo, ainda meio que estou [solteira], mas não tanto… Eu estava solteira ao ponto de nem falar com ninguém, tipo nada, só morta por muito tempo, mas percebi como é legal e importante ficar sozinha. É importante você tirar um tempo para si e descobrir quem você é e o que você quer, porque aí quem quer que venha na sua vida, você não é “influenciada” por isso e ainda é você. Quando eu era mais nova, era mais difícil ser assim, e acho que agora, por eu ter passado tanto tempo sozinha, não importa com quem eu saia, sempre sou eu mesma e não importa [com quem eu esteja]. Acho que um tempo sozinha é definitivamente importante.

CDM: A próxima pergunta é do Matt Beckley, que trabalhou com você no seu álbum: Foi importante para você estar muito envolvida no processo de escrever o álbum? Acha que o sucesso dele reflete a quantidade de si mesma que você coloca nas músicas, ao contrário de somente cantar músicas enviadas para você já prontas?

CAMILA: Eu amo ele! Espera. Como fizeram isso?

CDM: Eu o conheço, conheço um amigo dele que está na mesma banda.

CAMILA: Você é tão legal! Você é uma pessoa tão legal, tipo gentil. Estou obcecada por ele. Eu o amo muito. Ele é a pessoa mais gentil e está sempre me mandando mensagens. É o melhor e o amigo que mais dá apoio. Acho que as pessoas não são idiotas e conseguem saber quando algo é manufaturado e dado a você, e sabem quando há coração e sabem quando algo é ‘você’ e quando algo é ‘a gravadora’ – as pessoas conseguem saber. Eu conseguia saber, foi o que me fez ser fã das pessoas que sou fã e o que me faz não ter interesse em outras pessoas, então acho que isso definitivamente desempenha um papel pelo menos no porquê de meus fãs estarem gostando das músicas, é porque me conhecem e sabem que a garota que está dando essa entrevista a você é a mesma garota que está nas músicas. Torna as coisas reais e realidade é tudo.

CDM: Você tem planos de voltar à Nova Zelândia com turnê do seu álbum solo?

CAMILA: Eu amo a Nova Zelândia! Eu adoraria [voltar], comi comidas ótimas lá, mas queria ir à praia – queria ir às praias famosas do ‘Senhor dos Anéis’!

CDM: Por último, seus fãs queriam que perguntássemos, você se sente feliz, saudável e hidratada?

CAMILA: Eu os amo! E sim, não e não. Quero dizer, estou saudável, mas ando comendo bem mal ultimamente.

 

Fonte: Coup de Main Magazine

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR.