Na manha de hoje (10), a Billboard Music Awards anunciou a lista de artistas que irão concorrer aos prêmios deste ano. A premiação é uma das mais influentes no mundo da música, e nesse ano surpreendeu a todos com a indicação de Camila Cabello e Machine Gun Kelly para a categoria Melhor Colaboração de Rap por Bad Things.

Camila, que ainda não teve uma música sequer lançada, tweetou em agradecimento e felicidade ao saber da indicação:

Infelizmente, a categoria onde Camila e MGK estão concorrendo não é julgada por fãs, ou seja, não é aberta ao público. A cerimônia acontecerá no dia 21 de maio!

O mês de março começou agitado para Camila Cabello e para todos acompanham a cantora! No dia 03 de março, foi anunciada sua primeira indicação como artista solo numa premiação (Radio Disney Music Awards); no mesmo dia, a cubana comemorou parte do seu aniversário no estúdio com grandes produtores, amigos e sua família; aconteceu também a grande estreia de “Hey Ma” – participação numa música extremamente latina, com J Balvin e Pittbull; no dia 11, performou com Machine Gun Kelly no Kids’ Choice Awards; e para fechar com chave de ouro, hoje (13), foram anunciadas duas revistas ontem têm Camila como capa – Latina Magazine e Atrevida-!

A revista Atrevida é voltada para o público jovem – na maioria, feminino – e traz sempre conteúdos interativos, divertidos, dicas sobre moda e beleza e muitos outros assuntos que expressam e traduzem os gostos dos adolescentes. Um desses espaços que são abordados pela revista – que é publicada pela editora Escala – é dedicado ao lançamento de álbuns de cantores e bandas mais amado pelos leitores, que é o caso da Camila.

Não, ela não lançou seu álbum ainda, mas mesmo com pouco tempo em sua carreira solo e poucas parcerias e colaborações lançadas, a latina já vem atraindo muitos holofotes e sendo grande destaque na mídia ultimamente, além de carregar consigo uma grande base de fãs espalhados pelo mundo.

Atrevida é vendida mensalmente e a edição da Camila é a número 270 e estará disponível em breve nas bancas!

Nesta segunda-feira (13) as redes sociais da revista Latina anunciou Camila Cabello como capa da edição de Março/Abril da revista.

A nova edição da revista vem com um photoshoot e entrevista exclusiva, onde Camila fala sobre sua amizade com Taylor Swift, o porquê de sair do Fifth Harmony, sua relação com sua mãe e muitos mais!

Confira algumas das fotos do photoshoot disponíveis em nossa galeria e a entrevista traduzida: 

FOTOS:

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O PODER DE UMA

Conheça sua estrela revelação de 2017, srta. Camila Cabello

E ENTÃO ERAM QUATRO

Depois de passar cinco anos como membro do grupo de pop manufaturado porém bem sucedido, Fifth Harmony, Camila Cabello é oficialmente uma artista solo. Com a separação e uma postura franca com relação aos sentimentos anti-imigração vindos da nossa nova Casa Branca (ela redigiu uma redação pensativa com base em sua experiência pessoal em emigrar para os EUA), a cubana e mexicana de 20 anos é claramente sua própria mulher. Se sua mudança será um próximo grupo-a-estrela (como Fergie) ou miss (desculpe Nicole Scherzinger) ainda é uma dúvida. Esse é um ano decisivo, mas um para o qual ela está mais do que pronta.

O seu ensaio para a Latina foi feito em Union City em Nova Jersey, uma cidade arenosa e robusta com um sabor e cultura de imigrantes latinos. Combina com Cabello. Durante a entrevista, ela se senta com as pernas cruzadas, respondendo cada pergunta com sua voz fumegante distinta. Ela não foge de tópicos desconfortáveis – ela mergulha neles de cabeça. Ela não conhece outra maneira.

POR QUE DECIDIU SAIR DO FIFTH HARMONY?

Comecei no grupo com apenas 15 anos. Eu precisava seguir meu coração e minha visão artística. Sou grata por tudo que tivemos no Fifth Harmony e por [essa nova] oportunidade. Estou menos focada no sucesso e mais em fazer meu melhor e seguir minha visão artística ao máximo, onde quer que isso me leve. Claro que também espero que as pessoas gostem da minha música!

CONTE-NOS SOBRE SUA EVOLUÇÃO COMO CANTORA-COMPOSITORA SOLO.

Estive compondo e criando músicas o tempo todo que estive no Fifth Harmony. Tem sido um escape criativo muito importante para mim. Sinto que achei minha voz no processo. A música me ajudou a ser autoconsciente e saber quem sou como pessoa.

VOCÊ FALOU PUBLICAMENTE SOBRE SUA LUTA CONTRA ANSIEDADE. QUANDO PERCEBEU QUE ERA UM PROBLEMA PARA VOCÊ?

No final de 2015 e começo de 2016. Tive um TOC [transtorno obsessivo-compulsivo] terrível, e saiu totalmente do controle. Eu acordava com o coração super acelerado e pensamentos muito negativos, intrusivos e compulsivos. Eu estava tão dentro da minha cabeça e não sabia o que estava acontecendo. Agora eu entendo totalmente, tendo passado por isso, por que não deveria haver tanto estigma em doenças mentais, porque é uma coisa bem comum para as pessoas. Mas você pode conseguir ajuda. Se está dedicado em melhorar, você pode – porque estou em uma posição muito melhor agora. Comecei a ler livros sobre isso e isso me ajudou muito quando entendi [a doença], e que [os pensamentos que eu estava tendo] não eram reais. Às vezes você precisa se lembrar de desacelerar e cuidar de si mesmo.

QUEM TE AJUDOU NESSE PROCESSO?

Minha mãe é minha melhor amiga, eu posso contar tudo a ela. Porque ela passou por tanto em sua vida, ela sabe o que é importante o que não é. Sinto que na indústria há coisas lindas e incríveis. Mas a única coisa que amo nisso é fazer música. O resto todo pode ser bem vazio e esgotador, sem alma. Minha mãe sempre foi boa em me levar ao que é real. Voltar para Miami e ficar na cama com a minha família, todos juntos e assistindo La Família Peluche… Ir ao estúdio e despejar meu coração…

FALANDO DE MÚSICA, VOCÊ É AMIGA DA TAYLOR SWIFT. ELA TAMBÉM É UMA MENTORA?

Nossa amizade nunca foi sobre carreira ou nada profissional. Eu falo com ela sobre garotos e choro com ela sobre garotos. Ela me dá conselhos tipo, “Não, não responda a mensagem.” Mas estou tão animada para o dia em que vou poder mostrar minha música para ela porque sinceramente ela é uma das razões pelas quais comecei a compor. Sinto que temos algo bem legal em que podemos ser só garotas, falando de crushes bobas. É o melhor.

VOCÊ TEM SIDO RESERVADA SOBRE SUA VIDA AMOROSA. POR QUÊ?

Redes sociais são estranhas porque as pessoas às vezes se prendem muito nelas. Mas entendo isso, porque já fui fangirl. Amor é a coisa mais importante pra mim no mundo. Sou uma romântica sem cura. Estou lendo Amor nos Tempos de Cólera. É tipo “Eu sou a Florentina!” Quando me apaixono por alguém, faço tudo pela pessoa. É provavelmente porque sou latina. Sou tão apaixonada, e cresci ouvindo boleros e canções de amor. É engraçado quando você traduz a música para o inglês, soa tão brega de tão apaixonada que é a linguagem. Se você dissesse isso em inglês, as pessoas ficariam tipo “que diabos, cara? Você está bem?” Mas em Espanhol é normal. Entendo por que as pessoas estejam interessadas em minha vida amorosa, mas não quero dar-lhes esse pedaço de mim porque é a parte mais importante. Eis a minha vida dos sonhos: quero fazer músicas e ter experiências incríveis com as pessoas. Não quero ficar trancada em um quarto de hotel e só fazer imprensa e tapetes vermelhos. Não é o tipo de vida que quero viver. Quero fazer música, mas também quero fazer uma viagem com meus amigos. Quero fazer mochilão pela Europa. Quero conhecer um garoto espanhol na Espanha e me apaixonar.

QUANDO VOCÊ CONHECEU O PRESIDENTE OBAMA, VOCÊ CHOROU E AGRADECEU A ELE POR TUDO QUE FEZ PELA IMIGRAÇÃO. AGORA TEMOS UM PRESIDENTE COM UMA VISÃO COMPLETAMENTE OPOSTA…

A esse ponto ele é presidente, mas trata-se de fazer nossas vozes serem ouvidas e deixar que ele saiba que não vamos nos render à sua linguagem de ódio contra nosso povo, muçulmanos, pessoas de cor, gays, pessoas com deficiência – todos que ele silenciou para chegar onde chegou. Vamos nos defender. Ele precisa ser um bom presidente, não somente para os que votaram nele mas por todos nós, até as pessoas que ele machucou e insultou [Camila tem verbalizado em suas redes sociais e participado de protestos anti-Trump], mas isso chegou tão perto de casa para mim que não se tratava mais de políticas, era uma questão humana. É muito importante para mim poder dizer [para os fãs], “Ei, sou uma imigrante! Sou cubana e mexicana! Trabalhei duro e agora estou vivendo meus sonhos e vocês também podem.”

 

Clique aqui para ver o restante das fotos que já estão disponíveis em nossa galeria.

Na tarde de hoje (24), foi divulgado no Instagram da própria revista a nova capa semanal, onde contém a Camila como destaque. Rosh1 é uma revista israelense e voltada para o público jovem.

Confira abaixo a tradução do post feito pela revista na rede social:

Depois de algumas semanas tempestuosas, Camila Cabello não merece uma capa!? Claro! Bem, de qualquer maneira ela merece, ela é Camila Cabello. Esta linda revista estará com você amanhã!

Antes da saída de Fifth Harmony, Camila Cabello foi entrevistada por Lena Dunham, em nome do Lenny Letter. A entrevista completa, em primeira mão e em inglês em português traduzido por nossa equipe, você encontra abaixo.

 

Camila Cabello is only nineteen, but she’s already a tried and tested veteran: a member of girl group Fifth Harmony since she was fifteen — having left last month amid much internet fanfare — she can explain the ins and outs of the glittery but fickle pop-music industry like someone much older. It’s this candor about the joys and challenges of her profession (as well as a killer voice and a DGAF attitude) that initially made me a Camila fan, and I was thrilled at the chance to ask her about what keeps her sane, life as a Latina in the public eye during this election year, and the commodification of teen sexuality.

She was wise, open, and giggly, and I found myself listening to her social-media advice like she was my middle-aged therapist. This interview, given a few days before her exit from Fifth Harmony, is evidence that she’s only just begun to tell her story and that what comes next will be on her own terms (and may involve space travel to Planet Sexy).

Lena Dunham: You were thrust very quickly into the world of teen pop, and obviously there are stories of people who’ve been really taken care of in that world, but there are stories of people who’ve really lost their way. What have been the things that have kept you from going off the rails?

Camila Cabello: I think what’s kept me from, like you said, going off the rails, is my mom. I have my mom with me all the time. I literally don’t think I could function without her. She’s been through so much in her life that’s real shit. She came from Cuba. My family came from places where a lot of people didn’t have food to eat. Whenever there’s stuff here, little stuff that could make you angry or makes you forget that we have so much to be grateful for just having hot water, my mom makes sure to remind me of what’s important. I’m so happy to have her around. I really don’t think I could do it without her.

LD: That’s amazing. Speaking of your mom, she is Cuban. I want to ask about being a Latina in the music industry. Although there is diversity, you’re online and you deal with the craziness of trolls and the kind of inherent racism that comes with living in America right now. I wondered if you ever feel that? How do you feel strong and connected to your identity when we’re living in such a strange time with so much hateful rhetoric around difference?

CC: The best decision that I’ve taken in my career thus far has been this year I’ve just stayed away from social media. I don’t go on it, and I just keep myself focused on getting better and growing as an artist and finding different ways to grow as a person. It’s just kept me grounded, and I don’t have 1,000 people thinking that they didn’t like my shoes. Even though I know that there’s way more support than there is hate, I don’t have that in my head. That was one thing.

Anyway, as far as the Latina thing, I feel like this has kind of been a crazy year for us because of everything that happened with the election. I didn’t even realize how much racism was still prominent in our country. I live in Miami, and there’s so many cultures there. I remember going to school, and 99 percent of the students there, their parents didn’t have English as their first language. I don’t come from a place where that’s even a thing, you know what I mean? There’s Cubans, there’s Puerto Ricans, there’s Haitians. It’s a melting pot. Just like I imagine New York is. If you’re a racist living in Miami, you got to move because you’re going to be seeing your worst nightmare everywhere.

I saw so many videos and so many Latino anchors from news that I watch interviewing people that just hated us and thought that we were inferior. It made me realize, Whoa, this is really still happening. I feel like in a way that’s just kind of made me prouder of my roots. To be honest with you, I didn’t think that I would be as politically outspoken as I was this year about the election. I know that it’s a really personal decision, voting.

LD: This is the first year you could vote, right?

CC: Yeah, this is the first year I could vote. All of the things that were being spoken about hit so close to home, to me being an immigrant and being a Latina, that I just felt a responsibility to stick up for my people and my culture. Just seeing all of the debates and me and my family around talking. Seeing all of the passion in their eyes because they’re the people being spoken about. Now and forevermore, I’m going to stick up for immigrants and I’m going to stick up for Hispanic people and their rights. I feel like that’s just my job.

LD: That’s really beautiful. Speaking of using your voice, there’s a lot of pressure on young women to present themselves as full-time sex symbols. I wonder how you balance being who you are with the demand of putting forth an image of constant young, free, excited sexuality? Have you ever had to push back against something that someone was asking you to do?

CC: Oh my God. Yeah, definitely. Especially with being a girl group, there’s been a lot of times where people have tried to sexualize us to just get more attention. Unfortunately, sex sells. There’s definitely been times where there’s stuff that I have not been comfortable with and I’ve had to put my foot down. There’s nothing wrong with showing sexuality. If you have that inside, it’s just an expression of who you are. If you want to share that with people, that’s amazing. I love that. Look at Rihanna. She’s so sexy. She comes from Planet Sexy. I worship her. I really, really do.

I definitely think being a young girl, there’s a time where — like when you’re in middle school or when you first start liking boys — you don’t really feel comfortable. You remember that time when you first got your period, or when your boobs started coming in, that you were like, This is weird. You have to grow into yourself. I feel like it’s been tricky because we’ve had to grow into ourselves while being in front of the world and while making songs that did have a lot of sexual undertones.

LD: Like the song that my partner Jack wrote for you, “Dope.” It’s beautiful, and your voice sounds beautiful on it, but it’s definitely about a sexual infatuation, and that is what people want to hear from young women if they’re sort of given the choice.

CC: Totally. I’ve realized that growing into myself now, I think two years ago I would’ve been afraid to sing about that. That’s completely natural because I wasn’t ready yet. I think the thing that I would say to young women is, if you’re not ready for it, put your foot down.

This interview has been condensed and edited.

E a tradução:

Camila Cabello tem apenas dezenove anos, mas já é uma veterana experiente: membro da girl group Fifth Harmony desde que tinha 15 anos – tendo saído no mês passado em meio a muita fanfarra da internet – ela pode explicar os prós e contras da cheia de glitter mas inconstante Indústria pop musical como alguém muito mais velho. É esta sinceridade sobre as alegrias e desafios de sua profissão (bem como uma voz incrível e uma atitude que não se importa) que inicialmente me fez um fã de Camila, e fiquei emocionada com a oportunidade de perguntar sobre o que mantém sua vida saudável, sobre a vida como Latina no olho público durante este ano eleitoral, e a mercantilização da sexualidade adolescente.

Ela foi sábia, aberta e risonha, e me vi ouvindo seus conselhos de rede social como se ela fosse minha terapeuta de meia-idade. Esta entrevista, dada alguns dias antes de sua saída da Fifth Harmony, é prova de que ela está apenas começando a contar sua história e que o que vem em seguida será em seus próprios termos (e pode envolver viagens espaciais para o Planeta Sexy).

Lena Dunham: Você foi colocada muito rápido no mundo teen pop, e obviamente tem histórias de pessoas que cuidam muito bem desse mundo, mas tem histórias de pessoas que se perderam no caminho. Quais foram as coisas que te impediram de sair dos trilhos?

Camila Cabello: Eu acho que o que me manteve de sair dos trilhos, como você falou, foi a minha mãe. Eu tenho a minha mãe o tempo todo. Eu literalmente não sei como eu poderia funcionar sem ela. Ela tem passado por tanta coisa na vida dela. Ela veio de Cuba. Minha família veio de lugares onde muitas pessoas não tinham comida. Sempre que tem alguma coisa aqui, pequenas coisas que te deixam irritado ou que te fazem esquecer que tem tanta coisa para serem gratos, por apenas ter água quente, minha mãe me faz lembrar do que é importante. Sou muito feliz por tê-la por perto. Eu realmente não acho que conseguiria fazer isso sem ela.

LD: Isso e incrível. Falando na sua mãe, ela é cubana. Eu quero te perguntar sobre ser uma Latina na indústria musical. Mesmo que tenha diversidade, você está online e você lida com a doideira de trolls e o racismo hereditário que vem junto com viver na América agora. Imagino se você já sentiu isso? Como você se sente forte e conectada com sua identidade quando estamos vivendo em tempos tão estranhos e com tanto ódio retórico por volta da diferença?

CC: A melhor decisão que eu tomei em minha carreira até agora foi que esse ano eu fiquei longe de redes sociais. Eu não entro lá, e apenas me mantenho focada em ficar melhor e crescer como um artista e encontrar maneiras diferentes de crescer como uma pessoa. Isso me manteve no chão, e eu não tenho mil pessoas pensando que não gostavam de meus sapatos. Mesmo que eu saiba que há muito mais apoio do que ódio, não tenho isso na minha cabeça. Isso foi uma coisa.

Enfim, no que diz respeito à coisa Latina, sinto que tem sido um ano louco para nós por causa de tudo o que aconteceu com a eleição. Nem percebi o quanto o racismo ainda era importante em nosso país. Eu moro em Miami, e há tantas culturas lá. Lembro-me de ir para a escola, e 99 por cento dos alunos lá, seus pais não tinham inglês como sua primeira língua. Eu não venho de um lugar onde isso é mesmo uma coisa, sabe o que eu quero dizer? Há cubanos, há porto-riquenhos, há haitianos. É um caldeirão. Assim como eu imagino que Nova York é. Se você é um racista vivendo em Miami, você tem que se mudar porque vai estar vendo o seu pior pesadelo em todos os lugares.

Eu vi tantos vídeos e tantas âncoras latinas de notícias que eu assisto entrevistando pessoas que apenas nos odiavam e pensavam que éramos inferiores. Isso me fez perceber, whoa, isso ainda está acontecendo. Sinto como que, de alguma maneira, isso apenas me deixou mais orgulhosa das minhas raízes. Para ser honesta com você, não achei que eu seria tão politicamente franca como fui este ano sobre a eleição. Sei que é uma decisão muito pessoal, votar.

LD: Esse foi o primeiro ano que você pode votar, certo?

CC: Sim, este foi o primeiro ano em que eu pude votar. Todas as coisas que estavam sendo faladas chegaram tão perto de casa, eu sendo uma imigrante e uma Latina, que senti uma responsabilidade de defender meu povo e minha cultura. Só vendo todos os debates e eu e minha família conversando. Vendo toda a paixão em seus olhos porque eles são as pessoas que estão sendo faladas. Agora e para sempre, eu vou defender os imigrantes e defender os hispânicos e seus direitos. Sinto que esse é o meu trabalho.

LD: Isso é muito bonito. Falando em usar sua voz, há muita pressão sobre as mulheres jovens para se apresentarem como símbolos sexuais de tempo integral. Me pergunto como você equilibra ser quem você é com a demanda de colocar uma imagem constante de jovem, animada, livre, animada sexualidade? Você já teve que lutar contra algo que alguém estava perguntando você para fazer?

CC: Meu Deus. Sim, definitivamente. Principalmente por ser parte de uma girl group, muitas vezes as pessoas tentavam nos sexualizar só para chamar mais a atenção. Infelizmente, sexo vende. Definitivamente há vezes em que não me senti confortável com essas coisas e tive que bater o pé. Não há nada de errado em mostrar sexualidade. Se tem isso dentro de si, é só uma expressão de quem você é. Se quer compartilhar isso com as pessoas, é incrível. Eu adoro isso. Olha a Rihanna. Ela é tão sexy. Ela veio do Planeta Sexy. Eu a venero. De verdade.

Eu definitivamente acho que, sendo uma jovem menina, há um momento em que – como quando você está no ensino médio ou quando você começa a gostar de meninos – você realmente não se sente confortável. Você se lembra daquela época em que teve sua primeira menstruação, ou quando seus peitos começaram a crescer, que você ficava tipo, Isto é estranho. Você tem que crescer em si mesma. Sinto que foi complicado porque tivemos que crescer em frente ao mundo e fazendo músicas que continham muitas insinuações sexuais.

LD: Como a música que meu parceiro Jack escreveu para vocês, “Dope”. É linda, e sua voz soa linda nela, mas é definitivamente sobre uma paixão sexual, e é isso que as pessoas querem ouvir de mulheres jovens se elas se lhe forem dadas escolhas.

CC: Totalmente. Eu percebi isso quando cresci, acho que dois anos atrás eu teria medo de cantar sobre isso. Isso é completamente natural porque eu não estava pronta ainda. Acho que meu conselho para as mulheres jovens é, se você não está pronta, bata o pé.

Essa entrevista foi condensada e editada.

Recentemente, em entrevista à Lena Dunham, Camila Cabello falou sobre como se sentia sobre a sensualidade do grupo. O site The Huffington Post escreveu um artigo que conta com partes da entrevista, a tradução você pode conferir abaixo:

Camila Cabello chocou os fãs de Fifth Harmony em Dezembro quando saiu da banda. Agora, Cabello está se abrindo sobre o lado não tão glamuroso do girl group.

Cabello conversou com Lena Dunham no Lenny Letter dessa semana, um programa quinzenal feminista, revelando que fazer parte de um grupo totalmente feminino vem com indesejável pressão.

“Principalmente por ser parte de um girlgroup, muitas vezes as pessoas tentavam nos sexualizar só para chamar mais a atenção,” Cabello disse a Dunham.

“Infelizmente, sexo vende. Definitivamente há vezes em que não me senti confortável com essas coisas e tive que bater o pé.”

Cabello, que entrou para o Fifth Harmony com 15 anos, teve dificuldades em ser sexualizada tão jovem.

“É uma situação complicada, porque tivemos que crescer em frente ao mundo e fazendo músicas que continham muitas insinuações sexuais,” Cabello disse.

“Não há nada de errado em mostrar sexualidade. Se tem isso dentro de si, é só uma expressão de quem você é. Se quer compartilhar isso com as pessoas, é incrível.”

No entanto, ela avisou contra fazer qualquer coisa que te deixa desconfortável. “Acho que meu conselho para as jovens é, se você não está pronta, bata o pé,” Cabello disse.

Fonte: The Huffington Post | Tradução: Camila Cabello Brasil