COUP DE MAIN: Nós amamos “Never Be The Same”! Encapsula perfeitamente aquela sensação de vertigem de se apaixonar. Você acha que o amor é a emoção humana mais forte?

CAMILA CABELLO: Obrigada! Eu realmente acho, acho que [o amor] controla tudo e, definitivamente, uma vez que ele se apodera de você, não há um sentimento maior, mas sinto que nem precisa necessariamente ser amor romântico. Pode ser amor entre amigos, amor entre sua família, amor por algo que você faz, pode ser amor que você sente quando entra em uma sala com pessoas com quem se sente segura e confortável, o amor pode ter muitas formas diferentes Mas definitivamente acho que é o mais poderoso.

CDM: Em ‘Something’s Gotta Give’ você canta sobre “emoções falsas” – o amor é a emoção mais difícil de fingir?

CAMILA: Sim, eu nunca poderia fingir isso. Sinto que machuca você fingir algo assim, sabe? E eu simplesmente me sentiria culpada.

CDM: Não há como sentir que seja certo mentir para alguém.

CAMILA: Com certeza.

CDM: “Ela ama o controle, ela quer do jeito dela / E não há como ela ficar, a menos que você desista”, e “não tente domar a tempestade”, são letras tão audaciosas, fortes e auto assertivas. Foi importante para você ter letras empoderadoras em seu álbum para suas jovens fãs?

CAMILA: Sim, absolutamente! A razão pela qual eu queria escrever uma música chamada “She Loves Control” é porque, antes de tudo, eu estava em um lugar na minha vida onde pela primeira vez eu estava [no meu] início dos anos 20 e você está tomando suas próprias decisões e vivendo sua vida da maneira que você realmente quer viver, e eu senti que eu tinha muito controle criativo. Eu tinha todo o controle sobre minha carreira, do meu tempo, dos meus dias, do que eu queria fazer, e era tão empoderador e eu me sentia tão bem e adorei a ideia de ter meninas jovens cantando com seus amigos “Ela ama o controle, ela quer do jeito dela”, e transformar nessa coisa poderosa que você decide quem você quer ser e como quer viver.

CDM: Se eu fosse uma menina mais nova, estaria tão feliz de ter alguém como você para me espelhar. Sinto que você empodera muito as meninas.

CAMILA: Isso é muito gentil! Obrigada, significa muito para mim. Sinto que quero tocar as pessoas. Música é algo que faço para mim mesma, é o que me faz feliz, mesmo que seja o que eu faço [como trabalho], ainda é meu hobby, então isso me faz feliz, mas quero inspirar as pessoas de maneira mais profunda do que só lançar músicas. Então sinto que é importante para mim… Eu realmente quero ajudar meus fãs.

CDM: “All These Years” aborda um sentimento tão universalmente relacionável – ainda manter um sentimento por alguém que pode sequer se lembrar que você existe. Como você consegue encerrar esses tipos de sentimentos e passar para a fase de ‘cura’?

CAMILA: Bem, sinto que às vezes também depende da sua situação, porque percebi que antes disso às vezes esses sentimentos que eu achava que tinha por uma pessoa podem ter sido romantizar o passado só porque estou sozinha agora, e às vezes você tem que se perguntar, ‘O que você realmente sente?’. Ou às vezes você meio que foge para essa ilusão, para algo que não é real, talvez para se proteger do presente e de algo que poderia ser real. Acho que você tem que se perguntar e avaliar, ‘Eu ainda sinto algo por essa pessoa?’. E se realmente realmente sentir, acho que é importante dizer, porque a vida é muito curta. Você já assistiu “Sex And The City”?

CDM: Alguns episódios, mas não fiz maratona de tudo.

CAMILA: Bem, Miranda e Steve, eles perdem tanto tempo porque se amam tanto. Ambos são um casal com outra pessoa e são tão obcecados um com o outro e ela leva uma eternidade para falar tipo, ‘Steve, eu te amo’, e eles desperdiçam tanto tempo, poderiam ter feito isso 10 episódios atrás e a vida é muito curta para não dizer o que você tem que dizer sobre pessoas.

CDM: Amo quanto a série te afetou.

CAMILA: Afetou mesmo! Acho que a pior coisa que pode acontecer é eles tipo, ‘Oh, eu não te amo mais, não me sinto mais da mesma forma’. Aí você tipo, ‘Bem, ok. Bom saber’. E segue com a sua vida.

CDM: O que passava na sua cabeça enquanto escrevia a música ‘Consequences’?

CAMILA: Basicamente, como essa música aconteceu foi… Ed Sheeran, que é meu correspondente por e-mail!

CDM: Sério?

CAMILA: Sim, eu sei! Loucura! Ele me apresentou a uma garota, Amy Wadge, com quem escreveu ‘Thinking Out Loud’ e nos colocou em contato e basicamente me introduziu ao conceito de “Consequences” e adorei, então sabia que queria no meu álbum. Trabalhei [na música] e senti tão profundamente… Essa música me remete a uma experiência na minha vida em que tipo “Never Be The Same”… É como uma sequência de “Never Be The Same”. Sinto que muitas das músicas poderiam estar em uma história, e todas as diferentes fases, e acho que ‘Consequences’ é a sequência de um amor que era intoxicante assim e é difícil de tirar da sua mente, ou do tipo de amor que você compara com todos e não é a mesma coisa.

CDM: Você explora muito esse tema no seu álbum.

CAMILA: Sim, exploro!

CDM: Parece muito honesto e genuíno.

CAMILA: Obrigada!

CDM: Em ‘Real Friends’ o verso, “Essa cidade de papel me decepcionou muitas vezes” é uma referência ao livro do John Green, ‘Cidades de Papel’?

CAMILA: Sim! Eu percebi isso quando escrevi o verso e gostei de qualquer forma. É sobre L.A. [Los Angeles] e esse humor em que eu estava enquanto escrevia o álbum, foram algumas coisas que aconteceram em sequência que me fizeram tipo, ‘Não quero mais tentar nessa cidade!’.

CDM: É, L.A. te desgasta.

CAMILA: 100%. Então me cansei de me decepcionar, e ‘cidade de papel’ parecia o jeito certo de descrever porque parecia um pouco vazia e falsa para mim, tipo unidimensional. E esse é um tema comum no álbum também, “In The Dark” tem essa vibe que sou praticamente uma hater de L.A. no meu álbum.

CDM: Como se sente [sobre L.A.] agora? Sente-se melhor?

CAMILA: Sinto que encontrei boas pessoas agora, então me sinto um pouco melhor, mas ainda não adoro.

CDM: Às vezes, parece que quando você fala com pessoas em L.A. tudo o que eles querem é saber que estão no seu telefone e isso é tudo o que querem.

CAMILA: Tipo, conseguir alguma coisa, ou saber o que está fazendo! Tipo, ‘O que VOCÊ está fazendo?’ Também acho que não há energia mágica aqui. Sinto que tem isso em Nova York, eu amo Nova York.

CDM: Fui a Nova York uma vez e senti que era tanta coisa, só queria ir para casa.

CAMILA: Eu sei, isso pode acontecer com certeza. Algumas pessoas dizem isso, mas, para mim, é mágica. Mas sinto que gosto de estar em um lugar que tenha mais energia ou mais coisas acontecendo do que no meu corpo. [risos]

 

CDM: O seu título original do álbum ‘The Hurting, The Healing, The Loving’ foi uma referência ao livro “Milk and Honey” de Rupi Kaur. Você teve outras influências literárias no álbum? Quais livros você está lendo atualmente?

CAMILA: Rupi Kaur é incrível, eu a amo. Na verdade, eu dei o livro ‘The Sun And Her Flowers’ para minha avó e minha avó adora. Minha avó é uma velha senhora cubana que fala espanhol; eu a amo. Eu gosto muito de Lang Leav, uma vibe similar. Eu amo Pablo Neruda. Adoro a poesia de amor! Eu tenho lido “Love In The Time of Cholera” há muito tempo, mas não terminei. É de um autor colombiano, seu nome é Gabriel García Márquez e é como uma história de amor clássica. É basicamente sobre duas pessoas que se apaixonam de longe quando têm 16 [anos] e esse cara, tudo que ele faz em sua vida gira em torno dela – tipo, ele consegue empregos específicos ou vai a lugares específicos apenas para encontrar-se com ela ou entrar em contato com ela, porque ele é pobre e ela é tipo da elite… Estou descrevendo da maneira mais não poética, a maneira mais moderna de descrevê-lo. Não consigo lembrar de que período é, mas é antigo. Seu pai quer que ela se case com um cara rico que está no mesmo nível social e ele está apaixonado por ela e ela se casa com esse cara rico, mas ela sempre… Estou na parte em que eles estão velhos, têm tipo 60 anos agora! É bem fofo.

CDM: Você é tão focada no amor! Mas é uma forma difícil de viver.

CAMILA: É mesmo! Na verdade, não sou [focada no amor] tanto quanto era antes. Antes, eu era tipo ‘Oh, quero me apaixonar, quero isso, e quero amor na minha vida,’ porque fiquei solteira por muito muito muito tempo. Digo, ainda meio que estou [solteira], mas não tanto… Eu estava solteira ao ponto de nem falar com ninguém, tipo nada, só morta por muito tempo, mas percebi como é legal e importante ficar sozinha. É importante você tirar um tempo para si e descobrir quem você é e o que você quer, porque aí quem quer que venha na sua vida, você não é “influenciada” por isso e ainda é você. Quando eu era mais nova, era mais difícil ser assim, e acho que agora, por eu ter passado tanto tempo sozinha, não importa com quem eu saia, sempre sou eu mesma e não importa [com quem eu esteja]. Acho que um tempo sozinha é definitivamente importante.

CDM: A próxima pergunta é do Matt Beckley, que trabalhou com você no seu álbum: Foi importante para você estar muito envolvida no processo de escrever o álbum? Acha que o sucesso dele reflete a quantidade de si mesma que você coloca nas músicas, ao contrário de somente cantar músicas enviadas para você já prontas?

CAMILA: Eu amo ele! Espera. Como fizeram isso?

CDM: Eu o conheço, conheço um amigo dele que está na mesma banda.

CAMILA: Você é tão legal! Você é uma pessoa tão legal, tipo gentil. Estou obcecada por ele. Eu o amo muito. Ele é a pessoa mais gentil e está sempre me mandando mensagens. É o melhor e o amigo que mais dá apoio. Acho que as pessoas não são idiotas e conseguem saber quando algo é manufaturado e dado a você, e sabem quando há coração e sabem quando algo é ‘você’ e quando algo é ‘a gravadora’ – as pessoas conseguem saber. Eu conseguia saber, foi o que me fez ser fã das pessoas que sou fã e o que me faz não ter interesse em outras pessoas, então acho que isso definitivamente desempenha um papel pelo menos no porquê de meus fãs estarem gostando das músicas, é porque me conhecem e sabem que a garota que está dando essa entrevista a você é a mesma garota que está nas músicas. Torna as coisas reais e realidade é tudo.

CDM: Você tem planos de voltar à Nova Zelândia com turnê do seu álbum solo?

CAMILA: Eu amo a Nova Zelândia! Eu adoraria [voltar], comi comidas ótimas lá, mas queria ir à praia – queria ir às praias famosas do ‘Senhor dos Anéis’!

CDM: Por último, seus fãs queriam que perguntássemos, você se sente feliz, saudável e hidratada?

CAMILA: Eu os amo! E sim, não e não. Quero dizer, estou saudável, mas ando comendo bem mal ultimamente.

 

Fonte: Coup de Main Magazine

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR.

Camila Cabello: música nova, antigos ex e por que 2017 foi o “melhor ano da minha vida”

Um ponto de distância.

Quando o USA TODAY encontrou Camila Cabello na semana de lançamento do seu álbum de estreia “Camila” (sexta-feira), seu hit de “Havana” havia subido novamente para o Nº 2 na Billboard Hot 100, tentadoramente perto do topo dos charts.

“Eu esperava que isso acontecesse por um longo tempo”, disse a cantora de 20 anos ao USA TODAY sobre o sucesso desenfreado da música, originalmente lançada como um single promocional não oficial antes que os fãs se apoderassem dela. “Obviamente, eu não sabia que seria um sucesso tão longo. E é, como, meu primeiro, é a minha posição mais alta na Billboard Hot 100, e é super legal como está. Mas definitivamente seria incrível ir para o #1, porque sei o quanto isso é raro. Você nunca sabe quando vai acontecer de novo”.

Havana” é uma das 10 músicas que aparecem em seu álbum de estreia, o produto do primeiro ano completo de Cabello como artista solo após sua partida de seu antigo grupo, Fifth Harmony, no final de 2016.

Para todo o drama pós-divisão, Cabello é rápida para contestar a ideia de que 2017 foi o ano mais difícil de sua carreira.

“Não exatamente”, diz ela. “Quero dizer, obviamente, as coisas na minha carreira foram difíceis de equilibrar e foram realmente muito intensas. Mas, definitivamente, foi o melhor ano da minha vida. Eu acho que o ano mais difícil da minha vida foi o ano anterior, e 2017 foi muito livre, independente, um (tempo) muito divertido. Eu me senti muito viva.”

No entanto, uma ruptura de amizade pode invocar todos os sentimentos dolorosos como um romântico. Rumores desacreditados sobre um relacionamento com a outra estrela pop Shawn Mendes, a saída de Cabello do Fifth Harmony é o drama pessoal que mais dominou suas manchetes e, um ano depois, é impossível encontrar uma entrevista com Cabello que não menciona a separação.

Enquanto seus vários corações partidos são um terreno fértil para a sua composição – “é como se curar”, diz ela, “escrevendo sobre todos os pequenos detalhes e seguindo em frente” – é importante para ela manter seu material de origem privado.

“Sempre fui, desde que eu era pequena, uma pessoa muito privada, quando se trata disso”, diz ela sobre revelar os assuntos de suas músicas. “E também eu sinto que é muito importante ter coisas que só você sabe. Eu acho que ter segredos enquanto é uma figura pública é importante. E isso só me faz sentir como se houvesse coisas na minha vida que só eu sei, e eu sinto que sempre será assim pelo resto da minha carreira”.

“Por isso, sempre que as pessoas me perguntam, eu sempre dou as respostas mais vagas”.

Ela ainda continua no jogo para acabar com alguns rumores de que ela ouviu sobre si, incluindo a ideia de que todas as suas faixas de término são inspiradas por uma figura singular. “Quando eu lanço uma música super emocional, e você poderia dizer que eu apenas estava com o coração partido, e as pessoas dizem que é sobre meu primeiro namorado quando eu tinha 16 anos”, ela diz. “E fico apenas, tipo, não.”

Há uma boa quantidade de coração partido em “Camila”, embora muito tenha sido cortado, com Cabello admitindo que “por volta de 25” músicas de suas sessões de gravação que não chegaram ao álbum.

“Eu não queria ter nada desnecessário”, diz ela.

O curto tempo de execução do álbum ainda dá a Cabello espaço suficiente para brincar de forma estilística, com referências do “ANTI” de Rihanna – um álbum que ela “ama” – como contrastando a confiança sexual de Cabello (She Loves Control, Into It) com momentos mais íntimos de saudade e perda (All These Years, Consequences).

Então, há Havana, o primeiro grande sucesso de Cabello, uma música que era inevitável para ela escrever.

“É como minha vida diária”, diz ela. “O relacionamento que eu tenho com minha família e as pessoas em Miami, e minha cultura, é tudo, é como a comida que comemos e a música que ouvimos e as coisas de que falamos”.

E, depois do cantor colombiano J Balvin, junto com Ed Sheeran e Taylor Swift, como algumas de suas influências recentes favoritas, Cabello reage com entusiasmo para a perspectiva de contribuir com vocais para uma faixa em espanhol na veia de Despacito ou Mi Gente.

“Oh, sim, sempre”, diz ela. “Eu sempre quero fazer isso”.

Fonte: USA TODAY.
Tradução/Adaptação: Equipe CCBR.

Não é segredo que Camila Cabello teve um ótimo ano com uma série de hit singles, performances em estádios lotados e vídeos poderosos trazendo conscientização para assuntos do mundo real. Recentemente, ela combinou tudo acima com sua performance no iHeartRadio do último dia 8. Tomando o palco para se apresentar para uma multidão na Madison Square em NYC, ela também revelou um vídeo dela apresentando o projeto YouDoYou, onde explicou que é uma maneira das jovens “se juntarem, se apoiarem e no processo fazer desse mundo um lugar mais forte e gentil.” Lançando junto com a campanha “comentários gentis”, o projeto promove a ideia de que “por trás de cada menina poderosa, há outra menina poderosa” e encoraja as jovens a moldar suas vidas com mentoria e compartilhando suas histórias. Com isso, a frente do show, conversamos com a hitmakes sobre tudo de Riverdale, a globalização da música pop, e é claro, porque ela pensa que o YouDoYou é a melhor plataforma para empoderar as jovens. Leia nosso Q&A abaixo para descobrir mais:

 

TeenVogue: Vamos pular direto a isso! Porque você acha que os artistas e músicas latinos estão finalmente tendo o reconhecimento que merecem há tanto tempo? em algo sobre a indústria em 2017 que você acha que teve a ver com isso, ou tem algum fator externo?

Camila Cabello: Eu não sei. Quer dizer, eu acho que a coisa boa sobre as mídias sociais e a internet é que eu sinto que isso faz o mundo um lugar menor e isso meio que quebra barreiras entre as línguas, entre as pessoas, entre as culturas e eu acho que isso tem a ver com tudo. Eu venho escutando músicas em espanhol desde sempre porque não é música em espanhol para mim, é apenas música. Mas eu sinto que tudo que aconteceu esse ano e também com grupos como os de k-pop se apresentando em premiações americanas e entrando na indústria americana, eu sinto que que muitas barreiras sendo quebradas. O que eu acho lindo, e eu não sei exatamente o que creditar por isso, mas eu estou grata que está acontecendo.

TV: Sim, isso é ótimo. Eu sei que todos os nossos leitores são grandes fãs do BTS também. Não sei se você teve a chance de conhecer os meninos, mas você é uma fã?

CC: Sim, é muito legal. Acho que eles são super talentosos e legais. Eu vi eles cantarem no American Music Awards, que foi a estreia deles na TV americana, e eu sei que todos estavam muito, muito animados. Muitos dos meus fãs são fãs deles também. Eles também mencionaram “Havana” em uma entrevista! Foi uma das minhas apresentações favoritas da premiação. Eles colocaram muito trabalho na coreografia e na apresentação e você pode realmente dizer que eles trabalharam duro, e eu respeito muito isso.

TV: Definitivamente. Como você disse, é muito legal ver os charts serem diversificados esse ano – olhe o sucesso de Despacito, por exemplo. Mas obviamente vem sendo um grande ano para os artistas latinos, o que você acha sobre isso estar acontecendo nesse clima político em particular? E eu sei que você é alguém que é muito vocal sobre o que está acontecendo com o DACA e a administração do Trump nas políticas anti-imigração, você vê sua música como uma maneira de falar sobre isso?

CC: Sim, absolutamente. Eu acho que enquanto você cresce, você percebe o que é realmente importante, e eu acho que para mim, eu amo música e a música é minha paixão e é mais importante do que qualquer estatística ou números. É o que eu faço com a minha plataforma e como eu ajudo outras pessoas e como eu faço algo que é maior que eu. Então eu acho que eu senti mais e mais responsabilidade de falar pelas minhas pessoas, e eu sinto mais e mais responsabilidade de fazer isso todos os dias. Especialmente no clima político, como você disse. Eu sinto que eu sou uma pessoa muito privada. Eu não fico nas redes sociais… Eu sou muito introvertida nesse sentido. Eu sinto que minha maneira de me expressar é através da minha música, da minha arte e minhas apresentações. Eu literalmente tive que fazer uma decisão consciente [de falar], mesmo depois de fazer esse primeiro álbum, de fazer mais no segundo e no próximo. Porque esse é meu meio de comunicação.

TV: Isso é incrível. E é por isso que o título do álbum mudou para apenas Camila?

CC: Não, o título do álbum mudou porque eu fui em frente desde o primeiro título. O primeiro título era sobre esse relacionamento quebrado que tive. E eu não queria dar tanto poder para essa situação porque não tinha mais poder sobre mim. Eu segui em frente, e isso ficou exaustivo de se falar, depois de eu seguir em frente.

TV: E ao invés disso, centrando em você mesma é realmente poderoso.

CC: Sim, totalmente.

TV: Então, indo para o vídeo de “Havana”, eu sei que o conceito de telenovela ressoou muito com seus fãs latinos. Então, eu estou curioso, porque você escolheu esse tema? Como foi o vídeo foi conceituado? E porque você decidiu usar um elenco só de latinos?

CC: Bom, eu acho que é realmente importante representar e ter orgulho de sua história, e ter orgulho de quem você é. E eu acho que ser o máximo de “você” é o que te faz diferente. E, para mim, enquanto crescia em Miami, eu não tinha ninguém que compartilhasse a mesma história para me espelhar. Então é por isso, que por um bom tempo, eu pensei que ter uma carreira na música não era possível para alguém como eu que estava em Miami. Eu vim de uma família que não falava bem inglês, e não tínhamos dinheiro para nos mudarmos para Los Angeles e ir a reuniões. Isso nem estava no meu vocabulário. Então acho que foi por isso, e por um bom tempo, era apenas uma chance que eu fizesse a audição para o X Factor. Se não fosse por essa chance, eu não acho que estaria aqui. Então eu acho que é importante para mim ser autêntica e esperançosamente inspirar jovens que tem uma história parecida. Eu eu acho que foi por isso que eu falo tanto sobre os Dreamers, porque eu sinto que temos a mesma história e eu sou sortuda de não estar nessas circunstâncias hoje, mas não tem nada diferente entre mim e essas crianças. Eu poderia literalmente estar na mesma situação e não há razão justa para eu não estar. Então eu acho que você não pode controlar porque as coisas acontecem, mas você pode controlar como fazer sua parte para ajudar.

TV: Isso é muito, muito poderoso. Eu fui atingida por isso, como, as crianças da primeira geração de imigrantes: Seus pais te apoiaram em sua carreira?

CC: Cada vez que surgia o interesse em fazer algo relacionado a música, meus pais ficavam “Espere até você ficar mais velha”, porque eu sempre tive interesse em música e eu acho que eles sabiam disso. Mas o foco era sempre na escola e meus estúdios e coisas de educação. Mas acho que para eles, eles só queriam que eu fosse feliz. Como se eu pudesse decidir – o que eu não iria fazer – mas eu poderia decidir ser uma dentista amanhã, e eles ficaram, “Ok.”

TV: Sim, eu deveria fazer desse o título. Camila Cabello planeja virar uma dentista. Tenho certeza que seus fãs amariam isso.

CC: Oh, meu Deyus [Risos]; Eles iam vir ao meu consultório. Eles iam fingir ter cáries por mim.

TV: Você poderia cobrar muito por isso. Mas indo para o projeto YouDoYou, que soa muito bem: O que te levou a isso? E porque se envolver é tão importante para você?

CC: Eu acho que é com tudo que está acontecendo no mundo, nesse clima político, mas também na internet. Eu sinto que quando você entra no Twitter… Mas eu nem vou mais nas redes sociais porque tem muita negatividade e ódio. E não é necessariamente coisas que tem a ver comigo. Às vezes tem tanto drama e brigas com outras pessoas que eu não gosto nem de olhar porque eu sinto que isso me drena. E às vezes você pode ver as piores partes da humanidade na internet. Como essa celebridade e essa celebridade e a fofoca e então as coisas próximas as coisas que estão acontecendo, como o que está acontecendo na Síria, e essas são ambas top 10 nos trends. É tão surreal, e eu sinto que essas coisas me fazem sentir muito triste e vazia. Às vezes eu sinto que se torna mais legal ser um trend sendo malvado ou derrubar as pessoas. Eu não sinto que isso é legal, nem um pouco. Eu sinto que deveria ser um trend maior ser legal e apoiar e usar isso para o bem. Tem tantas coisas que estão acontecendo nas mídias sociais que são ótimas porque nos mantém informados. Especialmente com os jovens – estamos mais envolvidos nisso do que nunca nas coisas que estão acontecendo no país e falando sobre o que é certo e o que é errado – então isso é muito bom. Mas bondade deveria ser bom sempre. Tantos dos meus fãs vem a mim e falam, “Eu tive que deletar meu Twitter porque tinham pessoas dizendo para eu me matar.” E eu fico, “Sabe de uma coisa? Delete seu Twitter, isso não é importante,” mas eles nem deveriam ter que lidar com isso. Para mim, se eu estou tendo um dia ruim e eu ando na sua e um estranho diz algo legal para mim ou me dá um sorriso, isso faz meu dia. Eu sinto que é mais importante ter esses pequenos atos de bondade, porque eles tem um efeito em cadeia no mundo. Eu realmente acredito nosso, e não é algo clichê. Então o projeto YouDoYou é uma coisa muito legal de fazer parte porque eu quero que isso exista entre meus fãs, entre as pessoas na internet. Eu acho que isso iria fazer todos um pouco mais felizes, e é uma maneira fácil de mudar o mundo de um jeito pequeno. É apenas fazer uma pessoa que você vê ficar mais feliz do que estava.

TV: Sim, às vezes a cultura dos fãs pode ser tóxica, como você disse, duas celebridades estão brigando e então os fãs brigam entre si. Mas eu também tenho essa teoria que tem muita negatividade que está apodrecendo tudo online nas redes sociais – como todas essas brigas e essas coisas horríveis no mundo que estão a um clique de distância – e isso se torna um retorno horrível às vezes. Como, se você está atolado em toda essa negatividade todo o tempo, como você não vai emitir toxicidade?

CC: Absolutamente, e às vezes para mim é tipo, eu estou tendo um ótimo dia e então eu olho para alguma coisa que alguém disse sobre mim na internet, e isso me põe nessa nuvem de paranoia e dúvida repentina, e “Oh meu Deus, eu sou assim? Eu soei dessa maneira?” Então isso só te deixa mais negativo como uma pessoa e de repente você olha as pessoas ao invés de olhar para elas, porque você está pensando em algo que te fez se sentir negativo. Isso te tira do presente e te coloca nesse momento ruim. Mas com o YouDoYou, é meio que o contrário. É promover esse efeito em cadeia de pessoas dizendo o que eles amam sobre seus amigos, o que eles amam mais uns nos outros, e eu não imagino isso não fazer o dia de alguém, ou a semana. Isso faz meu dia ou semana sempre que alguém diz algo assim sobre mim.

TV: Com certeza, e obviamente a maior parte dessa conversa é como a sociedade tende a colocar mulheres umas contra as outras. Isso também foi parte do motivo que você se juntou a esse movimento? Teve uma experiência pessoal com você que realmente solidificou isso como um problema que é importante para você?

CC: Eu acho que toda menina já experienciou isso. Experienciamos ódio de meninas contra meninas, experienciamos amor de menina para menina, e não tem nada mais doloroso que meninas sendo colocadas umas contra as outras ou amigos com inveja ou caluniando uns aos outros. Não há nada que machuque mais do que isso. Mas não tem nada mais bonito ou maravilhoso do que amizade entre meninas e essa irmandade. Essas relações entre meninas é o que temos de realmente importante. Elas podem ser muito prejudiciais ou isso pode ser realmente maravilhoso. E eu sinto isso com uma irmandade, e eu me sinto muito protetora, preocupada e nutrida. Eu preferia que isso fosse a melhor coisa do mundo do que a coisa mais dolorosa. Então eu sinto que cada garota já experienciou ambos, e isso é sobre a parte boa disso.

TV: Definitivamente. Ok, então uma pergunta final. Você conhece a atriz Camila Mendes de Riverdale? O que você achou de quando ela teve que deixar claro que ela não é um fã clube para você e Shawn Mendes?

CC: Oh, meu Deus, sim, isso foi tão engraçado, e agora ela está arrasando. Em um primeiro momento eu pensei que isso foi muito engraçado e eu pensei que ela era muito engraçada porque eu via seus tweets e ficava meio, “Oh, meu Deus, ela é tão bonita, tão divertida,” mas eu não sabia que ela estava no elenco de Riverdale. Então quando a série começou a estourar, e eu vi muitos dos meus fãs assistindo, e no Tumblr eu vi o rosto dela aparecer na série, e eu achei muito legal. Estou muito feliz por ela, ela está arrasando agora… Eu acho que assisti um episódio uma vez, mas eu estava indo do aeroporto e eu estava morrendo, e eu queria assistir a série, mas eu estava morrendo.

TV: Está na Netflix agora, então sem desculpas!

CC: [Risos] Definitivamente. Eu vou ficar em dia.

Tradução: @CamilaCabelloBR.

Finalmente! Depois de muita espera e ansiedade, a cantora latina, Camila Cabello, finalmente revelou a capa e a data de lançamento do seu primeiro álbum, agora intitulado com o próprio nome da cubana.

Na tarde de hoje (05), Cabello divulgou uma declaração nas suas redes sociais explicando aos fãs o motivo de ter mudado o nome do seu álbum de estreia, que anteriormente foi anunciado como “The Hurting. The Healing. The Loving”.

“Eu decidi chamá-lo com meu nome, porque é onde esse capítulo da minha vida acabou. Começou com a história de outra pessoa e terminou comigo achando o meu caminho de volta para mim mesma”, explicou a artista.

Ainda no texto, ela agradeceu a paciência dos fãs com ela esse ano e disse qual mal pode esperar para que possam ouvir a trilha sonora da vida dela nesse último ano que se passou: “Todas as músicas tem memórias especiais por trás delas. E eu não vou mentir, é muito emocionante mostrá-las, parece o fim de um capítulo”, contou.

“Camila” será lançado no dia 12 de janeiro de 2018 e será liberado para pré-venda a partir de sexta-feira (07), juntamente com duas faixas: “Never Be The Same” e “Real Friends”.

Na tarde de hoje (05), foi publicado no site do Official Charts – organização profissional que reúne várias tabelas musicais oficiais do Reino Unido – uma entrevista exclusiva concedida pela cantora e compositora Camila Cabello, onde falou sobre o seu novo single Havana, seus artistas latinos favoritos, sobre o motivo de não ter podido tirar o seu sobrenome do seu nome artístico, a melhor música que escreveu até agora e também sobre o adiamento do seu primeiro álbum intitulado The Hurting. The Healing. The Loving.

Confira a tradução da entrevista da cubana para o Official Charts:

Camila Cabello sobre o sucesso de Havana e o status de seu álbum de estreia: “A vida é curta demais para ter medo”
Próxima a um sucesso global, Official Charts fala com a cantora sobre carreira solo.

Camila Cabello está perto de ter seu primeiro número 1 e, compreensivelmente, está muito entusiasmada com isso. “EU SEI!”, Ela grita com descrença enquanto lhe compartilhamos a notícia de que sua última faixa, Havana, está chegando seriamente perto do topo do Official Charts.“Estou tão feliz, estou na lua! Eu nunca estive tão alta antes. Estou tão feliz”, ela diz animada. Fora do Reino Unido, Havana está se formando para ser o primeiro grande sucesso solo de Camila desde que saiu do Fifth Harmony, depois dos pontos de destaque bem sucedidos dos feats Bad Things com Machine Gun Kelly e o smash do Major Lazer, Know No Better. Em termos de sua carreira solo, já ultrapassou seu primeiro single, Crying In The Club, na maioria dos países.

Nós falamos para ela que o sucesso inesperado de Havana (a música foi lançada no mesmo dia em que a sua faixa OMG, que inicialmente recebeu um impulso maior) é um caso claro de uma música encontrando sucesso simplesmente porque é uma ótima faixa. “Essa música é meio que… você sabe, tantas pessoas disseram que essa música não funcionaria”, ela explica, “mas eu e minha equipe sempre acreditamos nisso. É bom ter isso. Esta é a música desafiadora “.

A ascensão precipitada de Havana até o Official Charts também pode ser parcialmente atribuída à paixão reiniciada do Reino Unido pelo pop latino, embora, dada a herança cubana de Camila e a defesa contínua de artistas sul-americanos, pareça o tipo de música que ela deveria fazer, independentemente das tendências atuais. “Nós realmente escrevemos essa música em janeiro antes que toda essa explosão acontecesse”, ela explica. “O momento foi apenas uma coincidência. Na verdade, demorou alguns meses para terminar porque nós continuamos escrevendo de novo”.

Aos 20 anos, Camila teria dois [anos] durante o último ressurgimento mundial do pop latino; Quando Ricky Martin superou as paradas com “Livin ‘La Vida Loca” e Christina Aguilera lançou um álbum inteiro em espanhol chamado “Mi Reflejo”. Como ela se sente por fazer parte de seu segundo renascimento? “Parece um bom momento para essa combinação de culturas em todos os lugares. A influência da cultura latina está em todos os lugares agora… agora é um mundo menor do que quando eu estava crescendo”.

Já que você é amante de pop Latino, quais artistas desse gênero deveríamos prestar atenção que talvez ainda não tenhamos descoberto?
“Ooh nem me deixe começar a falar disso! Há uma banda de pop-rock que amo muito chamada Camila, coincidentemente. Por eles não posso tirar meu sobrenome, mesmo que eu realmente queira. Também tem a banda de pop-rock Maná e J Balvin, que obviamente está arrasando agora. Ouviu o remix com a Beyoncé? Loucura, né? Também uma banda cubana chamada Gente de La Zona.”

O sucesso de Havana mudou as coisas para o seu álbum de estreia? Originalmente seria lançado esse mês…
“Me fez querer escrever mais músicas e me mostrou que eu deveria confiar mais no meu instinto. Havana tem sido a música desafiadora, mas sempre pensei que era importante lançar músicas que me fazem sentir autêntica. Havana fazendo sucesso parece ser modo de dizer do universo, ‘continue fazendo isso, não tenha medo de correr riscos.'”

Quando podemos esperar o álbum então?
“Eu acho que será lançado no próximo ano. Você só tem uma chance de fazer um álbum de estreia e neste momento eu tenho tantas músicas pelas quais sou apaixonada. Sabe aqueles álbuns em que claramente há músicas que não são tão boas quanto os singles. Quero que todas as músicas tenham potencial de single.”

“Não consigo imaginar lançar algo que não seja isso. Por exemplo, não há nada que eu não faria por Havana – estou tão orgulhosa disso e quero me sentir assim com todas as músicas. Tenho um monte de músicas que já me sinto dessa maneira, mas pela quantidade que eu quero ter nesse álbum, quero me sentir dessa maneira sobre todas as músicas.”

Estamos falando que terminamos 80%?
“Eu acho que esse é um bom número.”

Enquanto está no telefone conosco agora, está passando por segurança de aeroporto. Basicamente, ninguém pode te acusar de não trabalhar duro.
“Sim, isso é algo que eu… Acho que é uma qualidade tão importante. Sabe aquela citação que diz que sucesso é 10% talento e 90% trabalho duro. Realmente acredito nisso. Conheço pessoas extremamente talentosas que ficaram para trás porque não queria trabalhar muito.”

“Pra mim, eu amo isso. Amo o que faço e várias vezes digo a mim mesma uma coisa que vi na Oprah. Era tipo não faça algo pelo resultado, faça pelo trabalho e porque quer ter algo ótimo no seu portfólio, por você. Amo provar que posso eu mesma fazer as coisas, e não outra pessoa.”

 Qual a melhor música que escreveu até agora?
“Tem uma música que escrevi chamada I’ll Never Be The Same. Amo músicas de amos e sinto que essa captura exatamente como é estar apaixonada. Isso, e também que foi a mais fácil de escrever. Terminei em uma hora. Comparado com Havana, que levou meses.”

Você está na indústria da música há cinco anos; Que conselho você daria ao seu eu de 15 anos?
“Para confiar em seu instinto e que a vida é muito curta para ter medo, então por que não se arriscar, sabe? Quanto o tempo acabar quando for mais velha, eu não quero pensar, ‘cara, por que eu estava tão nervosa? Eu deveria simplesmente ter feito’. É o que digo a mim mesma agora. Tenho 20 anos, mas meu maior medo é ser uma velha e pensar que eu desperdicei tanto tempo ficando assustada e me preocupando com o que as pessoas pensavam sobre mim.”

Tradução realizada pela equipe do Camila Cabello Brasil.
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Em entrevista recente para a revista americana Entertainment Weekly, Camila Cabello fala sobre sua história, sua carreira – tanto no Fifth Harmony quanto como artista solo -, sobre seu mais novo single Havana, e muitas outras coisas. Confira abaixo a tradução completa da matéria publicada pela revista:

CAMILA CABELLO

Nada de lágrimas aqui: Depois de sair do Fifth Harmony, a cantora de “Crying In The Club” está terminando seu álbum de estreia para outubro – e ficando quieta sobre a performance shady do seu antigo grupo no VMAs.

DESTINO DISNEY WORLD
Camila Cabello, 20, passou os primeiros anos de sua vida indo e voltando entre Cuba e México. Quando tinha 6 anos, foi passar férias na Disney World – Pelo menos foi o que sua mãe lhe disse. Ao invés disso, ela e sua mãe nascida em Cuba emigraram para Miami, onde seu pai, nativo do México, se juntou a ela 18 meses depois. Apesar de ser muito jovem para realmente perceber o que estava acontecendo, Cabello (nascida Karla Camila Cabello Estrabao) se lembra de contar os dias para a chegada de seu pai em um calendário e de aprender inglês com ajuda de desenhos americanos. “Isso era legal”, ela ri. E não se preocupe: Ela eventualmente acabou visitando o Lugar Mais Mágico do Mundo.

ENCONTRANDO SEU X FACTOR
Cabello, que se tornou uma cidadã americana em 2008, nem sempre foi uma artista confiante. Durante seus anos de infância em Havana, Cabello se lembra de ver seus pais dançarem em reuniões familiares e ficar bem longe da pista de dança. “Eu era super tímida. Eu chorava quando eles saíam para dançar, por algum motivo” ela diz com uma risada. Anos depois, ela começou a explorar seu lado musical em segredo, cantando músicas sozinha em seu quarto quando seus pais iam ao mercado. Então ela descobriu a história de sucesso de One Direction no The X Factor e pensou, “Eu poderia fazer isso”. E fez: Em 2012, Cabello competiu no programa, em que ela e outras quatro garotas foram colocadas em um grupo que se tornaria o Fifth Harmony. “Isso meio que quebrou minha concha”, ela fala da experiência.

POR CONTA PRÓPRIA
Depois de fazer dois álbuns top 10 com 5H, Reflection em 2015 e 7/27 em 2016, Cabello saiu do grupo no último dezembro em uma divisão estranha. (No MTV Video Music Awards do último mês, as integrantes remanescentes abriram a performance fazendo um quinto membro cair do palco; Cabello se recusou a comentar.) Apesar de não ter perdido o gosto por colaborações – seu single de estreia Crying In The Club, foi co-escrito com a Sia, e a música OMG tem o rapper do Migos, Quavo – agora ela levanta sozinha grande parte do peso. “O que percebi é que ela é uma verdadeira artista”, diz Joey Arbagey, o vice-presidente executivo de A&R da Epic Records. “Você definitivamente vai perceber que ela é uma compositora incrível.”

DOCES EMOÇÕES
Assumir um papel ativo no processo criativo dá a Cabello uma chance de mostrar o que ela chama de “essência de mim”. Explica a cantora: “Não há nenhum lado meu que eu não tenha mostrado aqui. É impossível estar vulnerável e falar como você realmente está se sentindo naquele dia em frente a uma câmera, e isso é algo que só consigo fazer através da música.” Fãs podem se surpreender com alguns dos lugares sombrios que o álbum visita. “Não tem como você ter um colapso nervoso em uma entrevista”, ela diz, “mas pode ter um colapso nervoso em uma música.”

A CAMINHO DE CASA
Uma das músicas mais próximas ao coração de Cabello é “Havana” (já lançada), uma viciante e liderada por piano ode à capital Cubana, que ela visitou pela última vez quatro anos atrás em uma viagem que ela chama de humilde. “Queria que fosse uma música que ligasse como era brincar na minha casa quando era criança ao tipo de música que escuto agora”, diz Cabello. A música, com a participação do rapper Young Thug e produzida por Pharrell Williams, “passou por pelo menos nove versões diferentes” antes de ser lançada. “Queria que fosse algo que ninguém mais conseguisse fazer”, ela explica.

CONTANDO SUA HISTÓRIA
Cabello estima que mais ou menos metade do seu álbum tenha o mesmo sabor latino que “Havana”. Honrar sua herança é uma grande prioridade com este álbum. “Eu só tento compartilhar minha história com a plataforma que tenho, seja através de entrevistas ou pela minha arte, e deixar que as pessoas saibam que me orgulho de ser quem sou”, diz Cabello, que ano passado se pronunciou sobre a necessidade de uma reforma de imigração. “Quanto mais as pessoas compartilharem suas verdades, melhor. Quanto maior representação, melhor.