Camila fará uma participação online no evento L’ATTITUDE 2020, que irá ocorrer entre os dias 24 a 27 de setembro. O evento tem o intuito de ensinar todos no mercado americano fatos para otimizar oportunidades econômicas do país, além da importância de apoiar negócios latino americanos.

 

SOBRE A L’ATTITUDE:

“L’ATTITUDE é uma iniciativa nacional baseada em negócios focada em ajudar executivos esclarecidos a entender A Nova Economia Dominante e o grupo Latino dos EUA que a está impulsionando. Nossa plataforma nacional mostra as contribuições dos latinos nos EUA em negócios, mídia, política, ciência e tecnologia.

Em 2019, o produtor, diretor, empresário e autor internacionalmente aclamado, Emilio Estefan juntou-se a Trujillo e Acosta como parceiro da L’ATTITUDE para desempenhar um papel ativo no aproveitamento de suas importantes conexões de negócios e indústria, selecionando talentos emergentes do entretenimento e produzindo materiais relacionados ao evento para o L’ATTITUDE.

O evento será pago e ainda não foi divulgado a data em que Camila irá palestrar online.

No dia 09/04/2019, Camila Cabello foi anunciada como a nova Cinderela. O filme será idealizado e produzido por James Corden, de acordo com o site The Hollywood Reporter. A temática do filme será a mesma que do desenho: a jovem órfã que sofre nas mãos da madrasta malvada e suas duas irmãs adotivas. A direção ficará por conta de Kay Cannon, que é roteirista de toda a franquia “A Escolha Perfeita”.

Confira o elenco principal do remake de Cinderela, protagonizado por Camila Cabello:

Cinderela: Camila Cabello

Príncipe: Nicholas Galitzine

Fada madrinha: Billy Porter

Irmãs: Charlotte Spencer e Maddie Baillio

Madrasta: Idina Menzel

Pai/Rei: Pierce Brosnan

 

Em agosto de 2020, após o recesso por conta da pandemia do COVID-19, as filmagens foram retomadas, com todos os cuidados necessários tanto com a equipe de produção e filmagem como com os atores. A equipe de filmagem foi reduzida e todos os membros foram postos em uma distância segura enquanto trabalhavam. E até mesmo os atores foram postos em apartamentos separados para segurança geral, além de todos estarem usando máscaras enquanto não estavam gravando alguma cena.

 

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Além de ser a personagem principal da história, Camila Cabello, que interpretará “Ella” (nome da Cinderela), também fará parte da produção musical do filme, de acordo com o Hollywood Reporter.

As filmagens foram retomadas no Reino Unido e até o fim de Setembro já deve ter sua gravação finalizada, a data de estreia está prevista para 5 de Fevereiro de 2021.

Depois dos seus recentes lançamentos com Shameless, Liar, Cry For Me e Easy, hoje (13) através de suas redes sociais Cabello anunciou a data de estreia do seu segundo álbum intitulado “Romance“, o álbum contará com 14 faixas.

 

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Eu não consigo acreditar que isso está acontecendo. Romance. Eu só queria que esse álbum soasse como se apaixonar soa, algo bem impossível de fazer mas eu posso dizer que dei tudo o que tinha. Eu nunca vivi tanto quanto eu vivi escrevendo esse álbum. Foi uma bagunça e lindo, inesquecível e com momentos tão dolorosos que eu gostaria de esquecer. Me consumiu muito e foi impossível de não me perder, foi meu… e agora é de vocês. ❤️Eu espero que vocês amem assim como eu amei viver. Você pode comprar o álbum na pré venda esta sexta-feira ❤️ e tem uma nova música: Living Proof que sairá junto com a pré venda na sexta 😭 uma das primeiras e uma das minhas favoritas que escrevi para o álbum. UOU. Muita coisa.❤️ AI MEU DEUS E UMA TOUR!!!! América do Norte, inscrições verificadas de fãs para a #TheRomanceTour estão acontecendo agora!! Vai ser mágico, eu mal posso esperar 😭 mais datas em breve ❤️#RomanceIsComing”

O álbum estará disponível para a compra na pré venda desta sexta-feira junto com o lançamento da sua mais nova canção chamada “Living Proof”. E para finalizar, confira as datas da Romance Tour onde iniciará em Vancouver, Canadá:

 

                                                             29.07.2020 VANCOUVER, CANADA
 
                                                             31.07.2020 EVERETT, WA
 
                                                             01.08.2020 PORTLAND, OR
 
                                                             04.08.2020 SACRAMENTO, CA
 
                                                             05.08.2020 SAN FRANCISCO, CA
 
                                                             07.08.2020 LOS ANGELES, CA
 
                                                             11.08.2020 SAN DIEGO, CA
 
                                                             12.08.2020 GLENDALE, AZ
 
                                                             14.08.2020 SALT LAKE CITY, UT
 
                                                             16.08.2020 DENVER, CO
 
                                                             18.08.2020 FORT WORTH, TX
 
                                                              19.08.2020 HOUSTON, TX
 
                                                             21.08.2020 SAN ANTONIO, TX
 
                                                             04.09.2020 TORONTO, CANADA
 
                                                             05.09.2020 DETROIT, MI
 
                                                             08.09.2020 ST PAUL, MN
 
                                                             09.09.2020 ROSEMONT, IL
 
                                                             11.09.2020 BOSTON, MA
 
                                                            12.09.2020 LAVAL, CANADA
 
                                                            15.09.2020 PHILADELPHIA, PA
 
                                                            16.09.2020 WASHINGTON, DC
 
                                                            18.09.2020 NEW YORK, NY
 
                                                            22.09.2020 NASHVILLE, TN
 
                                                            23.09.2020 DULUTH, GA
 
                                                            25.09.2020 ORLANDO, FL
 
                                                            26.09.2020 MIAMI, FL

Depois de um sucesso arrebentador entre Shawn Mendes e Camila Cabello quebrando recordes, como o #1 da Billboard Hot 100, a canção bateu a marca de 300 milhões de streams em 31 dias na plataforma. Señorita foi a única faixa que alcançou este patamar em um curto período de tempo. Enquanto Señorita ainda lidera todos os ranking globais das principais plataformas digitais, Camila iniciou, no final de agosto, os primeiros sinais com pistas sutis de sua nova era, assim modificando suas redes sociais dando a entender que viria muita coisa pela frente. O vídeo “What Do I Know About Love?” foi lançado em suas redes sociais, criando assim todo o mistério e conceito que o vídeo trazia e falava sobre romance. Em uma linda mensagem de amor próprio e crescimento pessoal, Camila nos faz questionar: o que sabemos sobre o amor? 

No último domingo (1) Cabello iniciou os primeiros sinais do que irá trazer para sua nova era, postando sequências de fotos e vídeos com os dizeres “Welcome to the world of Romance”. Seria o conceito sobre mitologia greco-romana?

 

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E colocando fim no mistério, Camila anuncia os nomes dos seus dois novos singles: Shameless e Liar

 

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Hoje (5), a cubana lançou em todas as plataformas digitais os singles Shameless e Liar, confira:

Liar já atingiu a primeira posição, e Shameless a segunda posição no iTunes Brasil!

Em uma tarde em março de 2012, Simon Cowell tirou um tempo para fumar nos bastidores do Greensboro Coliseum na Carolina do Norte, onde ele estava julgando as audições para o X Factor americano, quando encontrou uma garoto deitada no chão, soluçando.

A garota era Camila Cabello. Ela tinha acabado de fazer 15 anos, e para seu aniversário pediu a seus pais – imigrantes cubanos vivendo em Miami, que se sustentavam como assistente de compras e lavador de carros – para dirigir por 12 horas desde sua casa até as audições. Cabello explicou a Cowell que após ficar aguardando por dois dias para ver os jurados, ela havia acabado de ser avisada que o tempo tinha acabado e ela deveria ir pra casa.

Aparentemente ela era uma reserva”, Cowell me contou ao telefone. “Então eu disse a ela: ‘Escute, eu não tenho ideia do que você está falando ou o que um reserva é, mas já que você está aqui, venha e faça a audição”. Cinco minutos depois, ela cantou [Aretha Franklin – Respect] na frente de 7,000 pessoas e foi sensacional.

Cabello tem uma moldura pequena e uma voz gigantesca e inebriante. O que deixa a desejar em requintes técnicos, ela recupera com paixão jovial e melodrama romântico. Cowell tornou sua carismática descoberta como a (não oficial) líder de um grupo composto por outras 4 concorrentes e o Fifth Harmony nasceu. Após terminar a competição em terceiro lugar, elas assinaram com a gravadora Syco, de Cowell, tornando-se uma espécie de versão feminina de seu outro grupo do X Factor, One Direction. Em meses, Fifth Harmony conquistou um álbum de lançamento de platina com músicas de tema feminista, uma turnê mundial esgotada, duas performances na casa branca e dezenas de milhões de jovens fãs.

Para Cabello, aquele era apenas o início. Ano passado, Havana, o segundo single de seu álbum de estreia que atingiu o primeiro lugar, veio para definir o verão – um feito raro na era da saturação do streaming, onde cada hit é ofuscado pelo seguinte em uma questão de dias. Havana tornou a cantora a primeira artista feminina a ter um bilhão de reproduções com uma única música. Você sendo ou não um fã de Cabello, você já a ouviu.

Nesse verão, a jovem de 22 anos repetiu o impossível. Señorita, uma música romântica latina do seu segundo álbum a ser lançado, com a presença da igualmente estrela pop (e, a partir de julho, namorado) Shawn Mendes, mais uma vez conquistou os charts. Um casal poderoso: de acordo com o Spotify, serviço de reprodução de música online, Mendes, de 21 anos, e Cabello, que ganharam 2 MTV VMAs por Señorita semana passada, são os artistas mais ouvidos no mundo depois de Ed Sheeran. “Havana foi um tipo de sucesso ‘único para toda a vida’ e ela apenas… fez isso mais uma vez.”, diz o empresário de Cabello, Roger Gold, que primeiramente conheceu a cantora enquanto era advogado do grupo Fifth Harmony. “Nunca pensamos que seria algo tão massivo”

Quando eu repito as palavras de Gold de volta para Cabello tomando um leite com cereais em um café vegano em Montreal – a mais recente parada da turnê mundial de Mendes – ela sorri. “Foi o mesmo com Havana”, ela diz, mantendo o olhar na janela para os fãs que estão acampados fora do hotel onde ela e Mendes estão hospedados, desde quando os dois foram vistos andando adoravelmente juntos pela cidade no dia anterior.

“Todos me disseram, essa é uma música latina, não pode nunca ser o single. Pessoas da gravadora e amigo estavam dizendo que eu precisava adicionar mais produção, pois era muito lenta”, continua Cabello, antes de acidentalmente derramar café em seu casaco cinza e sinceramente me implorar por dicas de lavagem. Nós limpamos a manga do casaco dela com água, enquanto Cabello tentava imitar o meu sotaque. “Eu vou pedir um flat white”, ela fala maliciosamente de novo e de novo, até que eu a conduza de volta à conversa. Persuadida de que Havana jamais tocaria nas rádios, Cabello lançou Crying in the Club como o seu primeiro single então. Mas quando o álbum foi lançado, foi Havana que fez os ouvintes se prenderem.

“Era surreal: crianças vinham até mim e perguntavam, ‘você é a Havana?'” ela diz. A música foi indicada em duas categorias do Grammy, onde Cabello se tornou a primeira artista feminina a abrir uma cerimônia.

O domínio de Cabello nas paradas, é parte do que Gold chama de “mudança de terreno“. “Artistas latinos tem ganhado uma enorme aceitação global no mundo pop nos últimos anos,” ele diz. Até 2017, um ‘numero um’ de língua latina era raro, limitado a Enrique Iglesias, Shakira e modas tipo ‘Macarena’. Isso mudou quando Despacito de 2017 de Luis Fonsi e Daddy Yankee, escrita totalmente em espanhol, se tornou a música mais reproduzida da história.

No mesmo ano, o número de músicas de língua espanhola na Billboard Hot 100 pularam de 3 para 19; esse ano o número já está em 16. A influência Latina é tanta na cultura pop que Madame X de Madonna, lançado em Abril teve a estrela cubana Maluma, e a versão moderna do flamenco clássico da revelação espanhola Rosalia esteve no palco John Peel do Glastonbury desse ano. No meio disso, claro, veio a avassaladora Havana.

Cowell diz que ele nunca pensou nas raízes latinas de Cabello quando a conheceu. “E então é claro que eu percebi anos depois, de que ela estava transformando tudo.”. Ele desde então tem tido sucesso com o seu grupo latino CNCO. “Talvez eu deva muita coisa a ela.”

Até mesmo cantores que não são latinos estão lucrando com o gênero, como Justin Bieber provou com seu enormemente popular remix de Despacito. “É definitivamente irritante quando as pessoas se aproveitam, mas as vezes eu sou inspirada por coisas que não são necessariamente da minha cultura.” diz Cabello. “Eu acho que com a globalização, gênero não existe mais. Foi surreal ouvir as pessoas cantando o refrão de Havana. Muitos jovens nunca haviam ouvido falar sobre o lugar.”

Cabello doou os lucros procedentes do vídeo da música para apoiar jovens imigrantes ilegais, conhecidos como Dreamers – que entraram nos EUA menores de idade e estão buscando o status de residentes. Seu canal do Youtube foi inundado com mensagens de fãs latinos a agradecendo por fazê-los se sentirem mais bem recebidos na América. Cabello sofre com ansiedade e procura ficar longe de redes sociais porém quando eu menciono as mensagens ela espalma as duas mãos no rosto e suas sobrancelhas sobem pra trás da sua franja. “É mesmo? Isso me faz tão feliz. Por isso eu quero contar minha história, porque quando eu vejo o que está acontecendo na fronteira, meu coração se quebra. Aquela é minha história também.”

Cabello tinha 6 anos quando sua mãe, uma arquiteta, a carregou através da fronteira do México, dizendo a filha que elas estavam indo a Disney. “Eu tenho essa memória da minha mãe me levando para um posto de gasolina, e só isso,” ela diz. Elas ficaram detidas por 22 horas antes de serem liberadas para seguir para Miami. Seu pai, originalmente da Cidade do México, se juntou a elas ilegalmente anos depois, após nadar o Rio Grande. “Eu não sabia o que estava acontecendo,” Cabello me conta. “Eu apenas tinha meu calendário da Disney que eu riscava os dias até ele chegar.”

“Por isso a minha mãe ama o filme ‘A Vida é Bela'”, ela diz, se referindo ao filme vencedor do Oscar de Roberto Begnini, uma comédia sobre um pai judeu e seu filho levados a um campo de concentração durante o Holocausto. “Obviamente eu não estou comparando a minha história a essa em termos de, você sabe…mas sim a mesma ideia de um pai/mãe inventar um jogo para proteger seus filhos.”

O novo álbum de Cabello, ainda sem nome, que sairá mais tarde ainda esse ano, é um tributo ao primeiro amor. Ela descreve a experiência nos termos do filme Amélia de 2001, que ela assistiu a primeira vez no ano passado. “Antes, eu era Amélie”, ela diz, se comparando a sonhadora principal do filme, encenada por Audrey Tautou. “Eu estava vivendo na minha própria imaginação. Eu não saía e conhecia pessoas. Eu realmente não fazia amigos. São as menores coisas que emocionam a Amelie, como ser paquerada.”

Quando criança, ela odiava tanto atenção que chorava quando lhe cantavam ‘Parabéns pra Você’. Sua audição para X Factor foi a primeira vez que ela cantou em público, e a ajudou a perceber que ela poderia se transformar no palco. “Agora, eu sou a Amélie ao final do filme, quando ela se apaixona pela primeira vez e quebra a sua proteção.”

Das 72 músicas que Cabello escreveu para o álbum, apenas um pequeno número será lançada, e cada uma delas tratará das minúcias dos relacionamentos. Desejando que eu escute algumas, Cabello chama a sua mãe Sinuhe, que viaja com a filha a todos os lugares e chega ao café com um iPhone, onde ela toca duas novas músicas para mim. A primeira é uma balada pesada, gótica, remanescente da Avril Lavigne de antigamente; a outra uma música Latina carregada com um batida poderosa que faz você querer levantar e dançar salsa.

Como no álbum anterior, Cabelo é creditada como compositora em todas as músicas do novo álbum – uma raridade em uma época onde tantos hits são manufaturados por times de compositores e produtores. Será que ela está querendo se posicionar sobre alguma coisa?

“Não, mas eu preciso contar minhas próprias histórias,” ela diz. “Eu ainda me arrependo do meu primeiro single, Crying in the Club, porque eu não o escrevi e eu não senti como se fosse meu. Eu tinha o refrão de Havana, porém eu segui com o que era seguro, com o que as pessoas da indústria me diziam que funcionava antes. E resultou que ninguém sabe o que pode acontecer.”

Quando Cabello usa a palavra “indústria”, sua expressão, geralmente acolhedora e confiante, se torna inquieta. A falta de liberdade que ela experimentou no início da carreira como parte de um grupo de gravadora parece ter criado nela uma desconfiança no sistema.

“Fifth Harmony era como se fosse uma pessoa a parte. Era com se nós estivessemos lá para servir ao grupo”, ela diz, puxando as mangas do seu casaco cinza. Após Cabello deixar o grupo em 2016 ela foi acusada de traição, e as coisas ficaram feias – quando as 4 integrantes remanescentes abriram o MTV Video Music Awards de 2017, em uma plataforma elevada mostrando a silhueta de 5 mulheres ate que uma delas fosse atirada para fora do palco quando a performance começou. “É tão normal grupos de desintegrarem. Eu acho que tem que acontecer algum tipo de milagre para 5 pessoas permanecerem juntas,” ela diz. “Eu sou tão interessada para saber o que acontece de diferente com o Little Mix.”

Em 2020, Cabello vai fazer seu próximo passo na carreira – na atuação. James Corden pessoalmente a escolheu para estrelar a contribuir para criação de um musical com uma nova versão para Cinderela, que ele está produzindo. “Ele viu meu comercial da L’Oreal onde eu estou basicamente sendo idiota, e ele achou aquilo legal.” Ela parece um pouco assustada – e está atualmente tendo aulas de atuação – mas parece ser um próximo capítulo óbvio para uma vida real que está tomando a dimensão de um conto de fadas.

“Quer saber,” Cowell me diz antes de desligar o telefone, “eu nunca imaginaria, lá atras, que quando eu conheci a menina que estava tendo o pior dia da sua vida, que estava chorando na parte de trás da arena, que agora estaríamos tendo esse tipo de conversa sobre ela. Você consegue acreditar?”

O novo single da Camila Cabello sairá na quinta-feira.

Por que as músicas pop mais ouvidas não são tão divertidas quanto as de Camila Cabello e Shawn Mendes?h

Na fumegante “Señorita”, Cabello e Mendes acabaram com a tendência maçante do pop tedioso de 2019. Todos os outros deveriam fazer anotações.

Quando se trata do cenário pop de 2019, “crise de identidade “ parece ser a ordem do dia. Pesos antigos estão debatendo e novas vozes estão com muita dificuldade para se firmarem com versáteis e vendáveis. Katy Perry e Taylor Swift estão travando uma guerra malsucedida de positividade implacável depois de flertes grosseiros com hip hop, enquanto Post Malone e Khalid continuam a ameaça de se afogar numa cascata tediosa com seus sons angustiantes.

Com exceção de Billie Eilish e atual rei das paradas, Lil Nas X – o último que parece ter definido seu destino como dono de um só sucesso após o lançamento de seu tedioso EP, 7 – o senso de diversão do pop parece ter sido escoado completamente. O produtores parecem estar confundindo o amor da Geração Z por hip-hop e eletrônicos ásperos com amor sério com cara de pedra, resultando em um mercado cheio de músicas que são tristes, anônimas e, o pior de tudo, chatas.

Nem tudo está perdido, no entanto: semana passada, Camila Cabello e Shawn Mendes lançaram a música co-escrita por Charlie XCX, “Señorita”, um dueto fumegante que muda a cara triste do pop de 2019 por algo mais sexy, inteligente e, ainda bem, mais divertida.

Devagar, mas definitivamente, Cabello e Mendes criaram identidade sólidas e fã-bases vorazes nos últimos anos. Cabello é uma cantora Cubano-americana com a voz rouca, que deixou sua posição em Fifth Harmony para seguir carreira solo, enquanto Mendes é uma caso de estrela-do-vine-que-virou-uma-estrela-de-verdade, que naturalmente tomou o posto de adolescente sofrido, com tesão, agressivamente casto e símbolo sexual que foi deixado pelos Jonas Brothers na última década. O par já tinha criados hits juntos (IKWYDLS) e sozinhos (“If I Can’t Have You” e “Stitches”, feitas por Mendes e Cabello fez “Havana”, que dominou as paradas), e os dois cultivaram fãs intensamente dedicados na internet- “Mendesheads” (sim, isso mesmo) e “Camilizers”.

Até este ponto, as respectivas carreiras de Mendes e Cabello têm sido como assistir crianças brincando de se vestir com roupas de adultos. Enquanto Cabello gravou algumas das canções pop mais interessantes e puramente agradáveis ​​dos últimos anos – a incandescente “Never Be The Same” é uma maravilha, e sua excelente colaboração com Mark Ronson “Find U Again” exibe uma versatilidade sorrateira – sempre houve um ar teatral infantil e bobo para suas tentativas de mistério e sex appeal; seus maiores sucessos canalizam uma ânsia por performance através de canções que explodem de emoção e personalidade. Mendes, por outro lado, pode ocasionalmente parecer uma causa perdida; enquanto há um óbvio mérito comercial para uma música tão cativante quanto “Stitches”, cada tentativa sucessiva de parecer um garoto mal-intencionado aparece como cada vez mais puro. Mas “Señorita” é facilmente quente e maravilhosamente leve, uma das primeiras vezes em que Cabello e Mendes parecem adultos sem diminuir a sua juventude ou individualidade. Uma faixa pop latina e arejada, “Señorita” traça o curso de um caso breve e carregado, as letras batendo em um ponto doce de soar sexy sem ser sexual, de flerte sem ser grosseiro, divertida sem ser pateta. O loop de guitarra hipnótica da música aumenta continuamente a tensão, e ouvir Mendes e Cabello parecerem quase intimistas, como ler as mensagens nas DMs de um amigo.
O refrão principal da música “Eu adoro quando você me chama de ‘Señorita’ ” – um duplo sentido que fica bem dentro do cânone de músicas que fetichizam a comunicação telefônica de Charli XCX – é carregado de tensão e alívio, contando várias histórias com uma economia admirável. E enquanto a música é vívida por conta própria, eu seria negligente em não recomendar pelo menos uma visualização no vídeo da música, um pouco de mimos aos fãs, quase incômodo, que se trata de Mendes e Cabello suados agarrando um ao outro.

Liricamente, Cabello, Mendes e seus co-escritores – Charli XCX, Jack Patterson, membro do Clean Bandit, e o co-escritor de Havana, Ali Tamposi, além dos produtores Cashmere Cat, Benny Blanco e Andrew Watt – estão em sua melhor forma. Tem um quê de tensão no flerte despreocupado com os sucessos dos anos 2000, como “Promiscuous”, presente no modo como Cabello e Mendes trocam facilmente as entradas; linhas como “Você diz que somos apenas amigos / Mas os amigos não sabem qual seu sabor”são alegremente descaradas e entregues com um sorriso malicioso. Cabello é charmosa como sempre em “Señorita” e carrega a maior parte da música na parte de trás de sua voz, que tem a capacidade de escorregar da garganta para aerea de um segundo para outro. Mas Mendes também parece surpreendentemente bom; em uma aparente tentativa de igualar a leveza do vocal de Cabello, ele passa grande parte da faixa em um registro superior que é infinitamente mais atraente do que o aceitável, mas que, de outra forma, não merece ser revelado em outras músicas. A música é creditada igualmente a Cabello e Mendes e parece um dueto no sentido mais verdadeiro. É uma pena profunda e vergonhosa que “Señorita” seja uma raridade no pop de primeira linha, quando Cabello e Mendes exibem uma jogabilidade emocionante que seus antepassados ​​raramente ostentam ao lançar uma obscena pantomima romântica como essa. Faz um bom tempo desde que alguém parecia estar se divertindo tanto em sua própria música.