Never Be The Same Tour: Camila Cabello se apresenta no Paramount Theatre em Seattle, Washington

10 abr 2018

Na noite de ontem (10), Camila Cabello realizou seu segundo pela Never Be The Same Tour. Assim como sua estreia em uma turnê como artista solo, a cantora performou para mais de 2 mil pessoas que foram assistir ao show no Paramount Theatre, em Seattle.

A latina manteve a setlist que apresentou na noite anterior e contou com a ajuda da sua banda e seus dançarinos para animar a noite. Confira abaixo tudo o que rolou na segunda noite de Camila pela sua primeira turnê própria como cantora solo:

MEET&GREET

SETLIST:

01. Never Be The Same (vídeo)

02. She Loves Control (vídeo)

03.  Inside Out (vídeo)

04. Bad Things (vídeo)

05. Can’t Help Falling In Love (em breve)

06. Consequences (vídeo)

07. All These Years (vídeo)

08. Something’s Gotta Give (vídeo)

09. Scar Tissue (vídeo)

10. In The Dark (vídeo)

11. Real Friends (vídeo)

12. Know No Better (em breve)

13. Crown (vídeo)

14. Into It (vídeo)

15. Sangria Wine (vídeo)

16. Havana (vídeo)

FOTOS

DETALHES:

Segundo (2°) show da Never Be The Same Tour

Data: 10 de abril de 2018

Local: Paramount Theater – Seattle, Washington (Estados Unidos)

Capacidade: 2.807 mil pessoas

Horário: 00h (horário de Brasília)

Never Be The Same Tour: Camila Cabello se apresenta no teatro Orpheum em Vancouver, Canadá

10 abr 2018

Depois de um longo tempo de espera e ansiedade, Camila Cabello finalmente deu início à sua primeira turnê como cantora solo, a ‘Never Be The Same Tour’.
A estreia aconteceu na noite de ontem (09) no teatro Orpheum, em Vancouver (Canadá), onde se apresentou para mais de 2 mil pessoas.

A cantora escolheu 16 faixas para compôr a setlist da turnê, sendo a maioria do seu álbum autointitulado, mas também com grandes sucessos como “Bad Things” e “Know No Better”, um cover de “Can’t Help Falling In Love” do Elvis Presley, “Crown” – trilha sonora do filme Bright -, e outras duas músicas não lançadas: “Scar Tissue” e “Sangria Wine”.

Assim como na 24K Magic Tour – turnê do Bruno Mars -, Camila também optou por ter uma banda acompanhando-a durante a Never Be The Same Tour, assim como um corpo de dançarinos – agora bem maior. Outro ponto alto para a latina foram os vídeos de introdução às músicas, que conversaram perfeitamente com a dinâmica e o conceito da turnê.

Confira a setlist, vídeos, fotos de Meet&Greet e do show, e mais detalhes do show de ontem logo abaixo:

FOTOS:

 

MEET&GREET

SETLIST:

01. Never Be The Same (vídeo)

02. She Loves Control (vídeo)

03.  Inside Out (vídeo)

04. Bad Things (vídeo)

05. Can’t Help Falling In Love (vídeo)

06. Consequences (vídeo)

07. All These Years (vídeo)

08. Something’s Gotta Give (vídeo)

09. Scar Tissue (vídeo)

10. In The Dark (vídeo)

11. Real Friends (vídeo)

12. Know No Better (vídeo)

13. Crown (vídeo)

14. Into It (vídeo)

15. Sangria Wine (vídeo)

16. Havana (vídeo)

DETALHES:

Primeiro (1°) show da Never Be The Same Tour

Data: 09 de abril de 2018

Local: Orpheum – Vancouver, British Columbia (Canadá)

Capacidade: 2.780 mil pessoas

Horário: 00h (horário de Brasília)

Confira a tradução completa da entrevista de Camila Cabello com The Dan Wootton.

16 mar 2018

The Dan Wootton Interview Podcast com Camila Cabello

The Dan Wootton Interview Podcast com Camila Cabello (37:25)

Parte 1

Dan Wootton: Camila, seja bem-vinda ao meu Podcast

Camila Cabello: Oh Dan!!! Eu amo o seu podcast, e está aconhegante aqui.

– Dan: Eu estava desesperado para ter você aqui já faz um bom tempo. Parece que faz muito tempo que nos conhecemos

– CC: Faz quanto tempo? Porque eu lembro claramente, eu estava tentando tirar uma foto do Big Ben

– Dan: Nós estávamos nos dirigindo ao Rio Tamisa…

– CC: E tivemos que dar várias voltas? Eu lembro!

– Dan: E você era só uma adolescente, e uma membro do Fifth Harmony. E agora, você é uma das maiores estrelas pop solo do planeta!

– CC: Obrigada e agora eu sou uma mulher!

– Dan: Sim!

– CC: Eu terei 21 anos em breve, meu Deus é o nosso aniversário em breve…

– Dan: Sim, porque você completa ano um dia depois de mim, então somos de peixes.

– CC: Sim

– Dan: Mas agora Camila, eu sei que você não vai acreditar o que eu vou falar mas mesmo quando você ainda estava no grupo eu sempre soube que você ia se destacar, me lembro que depois você me mandou uma DM e eu pensei, uau para uma pessoa tão nova mas que já tem ambição, é legal com todo mundo e incrivelmente talentosa também.

– CC: Obrigada

– Dan: Mas acredito que naquele tempo, você estava apenas vivendo o sonho de uma adolescente como membro de uma girlgroup

– CC: Isso, naquele tempo eu só estava tentando me livrar das minhas espinhas, risos, e isso foi quando nosso álbum foi lançado, certo?

– Dan: Certo, e acho que foi sua primeira viagem ao Reino Unido.

– CC: Uau, isso é maluco, a primeira vez foi um borrão, eu queria que o nosso cérebro fosse capaz de gravar tipo um filme, e nós pudéssemos assistí-lo depois. Porque tantas coisas acontecem ao mesmo tempo que é difícil de lembrar de tudo.

– Dan: Concordo, e especialmente por estar em uma girlgroup ou em um boygroup pois eu já tive vários membros do 1D nesse podcast e eles me contaram a mesma coisa, é muita pressão de quando você está naquela bolha…

– CC: É super intenso.

– Dan: E isso faz com que você não aproveite tudo que está vivendo e fazendo. Sabe?

– CC: Sim, certamente. Porque todas do grupo tem que estar obrigatoriamente na mesma vibe e é muita pressão, e o que tínhamos em comum com o 1D é que todos começamos muito jovens. Acho que nós (5H) éramos ainda mais jovens que eles (1D).

– Dan: Você tinha 15 anos quando fez sua audição pro X Factor, né?

– CC: Sim, tinha 15. Acho que o que temos em comum é que éramos todos jovens e sem experiência na indústria da música.

– Dan: E também vocês não se conheciam, foram colocadas juntas pra formar a banda.

– CC: Isso, exatemente. Eram todas essas experiências que nós não estávamos mentalmente prontos preparados, sabe? Tem crianças que com 3 anos já fazem aulas de canto e audições e tudo o mais, mas com 15 eu só cantava no meu quarto e de repente o seu palco é o mundo inteiro. E isso pode ser muito difícil pra lidar, mas eu lembro de ser um monte de pressão intensa e sem saber o que é que estava acontecendo, risos. Mas também tinham vários momentos lindos que me fizeram sentir viva como eu nunca teria tido se eu não estivesse em um grupo.

– Dan: Agora Camila, é o quadro Aleatório, deletar ou repetir e você terá que escolher dentre suas próprias músicas.

– CC: Ok

– Dan: A primeira é Never Be The Same, Havana, e Crying in the Club

– CC: Repetir Never Be The Same, Colocar Havana no aleatório e deletar Crying in the club.

– Dan: A que não entrou no álbum, risos.

– CC: É, então acho que eu já a deletei, não?

– Dan: Mas sabe qual música sua eu amo, mas que não entrou no álbum?

– CC: Deixa eu adivinhar, I HaveQuestions?

– Dan: Isso, eu abosolutamente a amo.

– CC: Mas sabe, você não preferiria músicas novas no álbum? E além do mais, ela é bem obscura então mesmo quando eu estou fazendo um show é difícil cantá-la porque eu vivo junto com a minha música, então se eu estou feliz eu não vou querer cantar uma música triste;

– Dan: Mas quando eu estiver na platéia, você vai ter que cantá-la, ok?

– CC: Tá certo, negócio fechado. Farei uma versão acapellapra você.

– Dan: No processo da criação do seu primeiro álbum tem um certo ‘hype’ do que você irá fazer, porque você é amiga da Taylor Swift, já tem uma música com Shawn Mendes então as pessoas esperam que assim como eles você tenha uma carreira de sucessos como estrela solo. O que aconteceu, mas naquele tempo que você ainda estava no fazendo o álbum você sabia que seria um sucesso? você queria que fosse um sucesso? porque a pressão para isso acontecer ao sair solo deve ser grande.

– CC: Sim, bem… Eu acho que no tempo que eu fiz IKWYDLS eu não tinha planos de ir solo, era só uma música a parte que eu gostei muito de fazer e que a gravadora dele queria como single, e ele não tinha um álbum pra colocá-la. Então eu não estava planejando sair solo até então, mas eu não sentia essa pressão de estourar uma música porque eu não escuto esse tipo de comentário porque não é legal você confiar demais que algo vá ser um hit. E eu nunca gostei de ser ‘amostrada’, nem que fosse na minha cabeça tipo “Oh, eu sou isso e aquilo…” eu sempre pensei o oposto, sempre duvidei de mim mesma e pensava que talvez não fosse tão boa quanto eu possa ser, sabe o que quero dizer?

– Dan: Você sempre foi o membro mais doce daquela banda…

– CC: Ai, obrigada.

– Dan: E eu já falei com várias pessoas da Syco, e é isso o que todos tem a falar sobre você desde aquele momento. Mas você se sente desconfortável de ser vista como amiga da Taylor Swift e que ela te cobrava muito profissionalmente?

– CC: Eu fico incomodada quando falam isso de forma negativa, porque eu sou muito protetora dos meus amigos e tenho minha própria cabeça, ninguém vai me persuadir a fazer algo, se eu não quero fazer alguma coisa o mundo todo pode estar me dizendo pra fazer mas eu não farei. Sempre fui assim, então me chateia que pensem que ela fala sobre isso, porque pra ser sincera ela (TS) nunca falou sobre músicas/indústria. Sempre que nos falamos, conversamos sobre amor e garotos, nossa amizade é muito inocente e pura, e eu protejo muito minhas amizades na indústria. Assim como com o Shawn, nós podemos até falar sobre a indústria mas temos muito mais assunto pra conversar, e eu não me importo com o que a imprensa fala.

– O top 5 –

– Dan: A cada semana, estarei perguntando aos meus entrevistados qual o top 5 deles, qual a música que os fizeram se tornar cantores, ou a música que os lembra de um ente querido que já faleceu, então queremos o seu top 5 Camila, quais músicas são mais importantes pra você? Diga sua 1ª escolha.

– CC: Ok, minha primeira escolha seria “Wake Me Up” do Ed Sheeran. Esse álbum “+” foi o primeiro álbum que me fez querer começar uma carreira e me fez querer tocar violão e escrever sobre amor, me fez querer viver um amor. Esse álbum foi um momento bonito e inocente da minha vida e foi pouco antes de me inscrever pro The Voice, tinha uns 14 anos, era verão e estava descobrindo o Ed Sheeran, One Direction… Estava apenas escutando músicas e cantando karaokê o tempo todo e amando a cultura pop, eu literalmente fiquei em casa o verão todo escutando aquele álbum

– Dan: Qual sua escolha número 2?

– CC: “Sugar We’reGoing Down” do “Fall Out Boy”, eu acho que estava entrando nesse mundo punk rock quando eu tinha 17 anos e foi logo após o X Factor e era tipo eu voltando a minha rotina e sendo uma adolescente, experienciando coisas novas, ficando com o garoto que você gosta… isso te faz querer ouvir músicas românticas dos anos 90. E isso me fez quase ficar louca.

– Dan: Música 3?

– CC: Eu vou dizer… “Chan Chan” dos “Buena Vista Social Club” essa foi a música que eu ouvi o dia inteiro antes do meu discurso no Grammy desse ano. É a música que quando eu tô muito, muito ansiosa pra algo eu a ouço e penso de onde a minha família veio e no que a minha família fez pra mim e eu me imagino num lugar com essa temperatura quente e úmida, como Cuba ou México, e ela me recorda o porque música é tão importante pra mim e o porquê trabalho com isso.

– Dan: Música 4!

– CC: “Your Song” do “Elton John” essa foi uma das escolhas de qual música eu iria cantar pra entrar no X Factor e quando eu disse pra minha família que ia me candidatar pro X Factor eu nunca tinha cantando na frente deles antes, e eu era muito tímida e toda vez que estava cantando no meu quarto e minha família tentava entrar escondido e me filmar eu ficava tão envergonhada que eu abaixava minha cabeça e queria chorar, e eu lembro do dia que disse que queria entrar pro X Factor e eles disseram “Ok, mas precisamos ouvir você cantar, pelo menos uma vez.” E eu disse ok, eu os fiz ficarem de costas e não olharem pra mim e eu cantei essa música pra eles no porão.

– Dan: Que memória incrível, eu amei. Amo essa música, então Camila qual música completa seu top 5?

– CC: Ok, “The Heart of Life” do “John Mayer” eu amo o John Mayer e lembro de quando estava passando por um tempo difícil e estava no carro com minha mãe e essa música começou a tocar, então eu comecei a chorar. Mas depois de ouvir essa música tudo ficou bem. (15:18)

– Dan: Vamos falar sobre a sua transição até artista solo, deve ter sido aterrorizante, não?

– CC: Sim, eu pareço estar aterrorizada?

– Dan: – Eu gosto de ver as entrevistas que você vem dando desde então, e você diz que as músicas solo que estava lançando quando ainda era parte do 5H eram apenas para encontrar você mesma. Mas você ficou surpresa com a repercussão que sua saída do 5H provocou?

– CC: Sim, isso porque eu fico o mínimo de tempo nas redes sociais e eu fiz essa decisão um ano depois do X Factor e foi a melhor decisão que eu tomei, então eu não sei a magnitude que a minha saída do grupo realmente causou. Eu gosto de andar por Miami em sandálias, sem ligar pra minha aparência então não fico muito nas redes sociais. Eu soube de um pouco da proporção que minha saída causou, não esperava tudo isso e honestamente eu não queria saber disso. Eu só sabia de tudo por conta das inúmeras mensagens que recebi, então não li nenhum artigo de revista sobre o assunto, nem nada. Eu estava protegendo o meu espaço pessoal, a única coisa que me deixou nervosa foi o fato de eu ser uma pessoa anti confrontamentos e nas entrevistas eu era sempre perguntada sobre o tópico e ficava respirando mais rápido e tinha que tomar cuidado com tudo o que dizia, pra não interpretarem mal e publicarem, pra não colocarem fogo na gasolina. E quanto mais eu dava entrevistas, mais eu ficava confortável em falar da minha saída do grupo.

-Dan: Eu quero falar sobre um assunto que você não gosta de falar sobre, mas queria saber como se sentiu ao saber sobre a performance das Fifth Harmony no VMA porque o mundo todo sabe, mas tinha a sua personificação como um manequim que foi jogado pro fundo do palco. Você viu aquilo, e qual foi sua reação?

-CC: Bem, eu falei sobre isso uma vez e eu instantaneamente me arrependi, porque nada bom sai da minha boca quando falo sobre isso, e também eu genuinamente não tenho nenhum sentimento ruim em relação à elas. Eu estou feliz com minha vida agora e não apenas na minha carreira, mas também na minha vida pessoal. Eu nunca me senti tão feliz na minha vida como agora, não tenho espaço, nem desejos pra ficar guardando rancor das pessoas. E o motivo pelo qual eu não falo sobre o assunto é porque eu não quero brigar, eu não quero sentimentos ruins pra mim, então eu as desejo o melhor, eu só tenho amor por elas, e por toda a jornada que passamos juntas. Agora já fazem 1 ano e meio e eu respeito todo o tempo e as memórias que compartilhamos, sabe? Eu não quero desrespeitar isso.

– Dan: Esse é o momento que o entrevistado tem o poder nas mãos, então tem um minuto pra fazer perguntas pra mim, o quanto mais possível.

– CC: – Camila faz várias perguntas pro Dan –

– Dan: Então Camila, agora você é uma personalidade da mídia e semana passada você foi fotografada com um homem, ele apresenta um programa de TV nos EUA que eu nem sabia. Eu sei que você não gosta de falar de sua vida pessoal mas tenho que perguntar se você está feliz, e se está apaixonada.

– CC: Quer saber, eu estou. Estou muito muito feliz, eu sempre fui uma pessoa privada e a coisa mais difícil dessa indústria é me livrar dessa privacidade. Preciso guardar coisas pra mim pra que elas continuem especiais, mas respondendo sua pergunta eu estou muito feliz na verdade.

– Dan: Muitas pessoas não colocaram suas apostas na música Havana, por exemplo. Mas depois ela se tornou uma das músicas mais icônicas no mundo inteiro no último ano.

– CC: Sim, e é louco essa foi de longe a música mais difícil de escrever do álbum inteiro e demorou 4 meses, nós produzimos 4 músicas mas deixávamos Havana sempre de lado, até que um dia um produtor falou “oh, o refrão de Havana é muito bom” e tentamos trabalhar na música por 2 semanas mas não conseguíamos escrever nada mais, só o refrão estava feito. E foram 3 meses tentando escrevê-la, mas nada saia. Tenho até um vídeo no qual estou no banheiro tentando terminar de escrever a música, e é incrível que ela se conectou com as pessoas depois de eu quase arrancar todos os meus cabelos tentando terminá-la. Teve um período que meu produtor disse pra desistir da música, pois eram apenas 15 segundos prontos e eu até perdi a esperança nela, mas no meu aniversário o Pharell Williams foi ao estúdio conosco e nos ajudou a concluir a música. Em 20 minutos conseguimos dar continuidade a música, e eu falei “Hoje é meu aniversário e essa música será o meu presente”, então 3 de Março é o aniversário de Havana.

– Perguntas & Respostas –

– Dan: Seu primeiro animal de estimação?

-CC: Ringo, ele era um labrador e era um anjo lindo em forma de cachorro. Era o cachorro mais doce possível.

– Dan: Seu primeiro emprego?

– CC: Cantora! haha

– Dan: Primeira escola?

– CC: Não lembro, mas a 2ª foi ‘Pine Christ’

– Dan: Primeiro amor?

– CC: Eu te direi (em privado).

– Dan: Primeiro funeral?

– CC: Ainda não aconteceu

– Dan: Primeiro beijo?

– CC: Eu tinha 16 anos e quase desmaiei.

– Dan: Eu acho que você tem algo bem autêntico no modo em como cria suas músicas, e acho que muitas pessoas ficaram surpresas ao saber das suas raízes cubanas. Porque você mora em Miami, e acho que com 7 anos foi quando você se mudou da Cuba pros EUA.

– CC: Sim.

– Dan: E claramente isso a moldou pra ser quem você é hoje, como no Grammy onde você segurou essa batata quente que é o problema político dos EUA que são os Dreamers, e os jovens que vieram pra América se conectam com isso. É algo que você se envolve muito.

– CC: Sim, claro. Tudo parece tão cruel e injusto que essas ‘crianças’ convivam com o medo e ansiedade que a qualquer momento elas podem ser deportadas pros seus países de origem, que eles podem nem se lembrar, podem não lembrar mais a língua, cultura…

– Dan: Isso, mas isso acontece porque eles vieram ilegalmente

– CC: Sim, eles devem ter vindo com 6-7 anos e agora já são adultos que já estão na faculdade ou até mesmo trabalhando. Me parece que essas pessoas já construíram suas vidas por aqui, eles já fazem parte da nação.  Então me parece muito cruel que do nada o governo os faça sem-teto. Sabe? Eu também vim com 7 anos com a minha mãe, meu pai é Mexicano, eu sou Mexicana/Cubana e eu me coloco no lugar desses jovens. É totalmente injusto e eu poderia estar na situação dele, então eu não posso deixar os Dreamers de lado e não colaborar.

– Últimas vezes –

– Dan: Quando foi a última vez que se sentiu assustada?

– CC: Oh meu Deus, ontem eu fui ao meu quarto e estava tentando tirar um cochilo e queria fazer um momento legal pra mim, então acendi umas velas mas fiquei paranoica com medo de que o quarto fosse pegar fogo, então eu ficava abrindo os olhos pra checar se o quarto não estava pegando fogo. E se isso fosse pra acontecer com alguém seria comigo.

– Dan: Sua última refeição?

– CC: Minha última refeição foi Sushi

– Dan: Que inveja, última pessoa com quem você falou ao telefone?

– CC: Hmmmm, não posso dizer.

– Dan: Última pessoa que você conheceu que a fez se sentir nervosa?

– CC: Bono!

– Dan: E por fim, última vez que você usou transporte público? E não vale dizer avião particular, tá?

– CC: Eu nem quero um avião particular, eu só usei uma vez e fiquei tão enjoada que eu e meu empresário quase vomitamos.

– Dan: Eu queria muito usar o metrô de Londres, porque eu gosto de metrô.

– Dan: Eu soube que você estava confiante no seu álbum Camila quando descobri que você tinha rejeitado uma música do Ed Sheeran, e ele disse recentemente que quer dar a música que vocês fizeram juntos pras Little Mix, você soube sobre isso?

– CC: Sim! E eu achei incrível, eu posso vê-las cantando essa música também.

– Dan: E você gostaria de trabalhar com o Ed numa música em espanhol?

– CC: Sim, claro. Nós estávamos conversando e surgiu a ideia de fazer uma música com um cantor Latino chamado Alejandro Sans que é simplesmente um dos melhores do mundo.  As letras que ele compõe são as melhores na minha opinião. Então estávamos pensando em fazer uma música comigo, Ed e Alejandro, e achei incrível eu quero muito trabalhar em qualquer coisa com ele (Alejandro), ele tem muitas músicas que ajudaram a formar a minha vida, ele é uma das minhas inspirações musicais e eu o amo, amo ser amiga dele e poder sair com ele.

– É essa a sua vida? –

– Dan: Você tomou drinks no meio do oceano?

– CC: Ugh! Bem verdade.

– Dan: Você não consegue pedalar uma bicicleta sem estabilizador?

– CC: Verdade.

– Dan: Ah eu também! Número 3, Michelle Obama disse que Havana é uma de suas músicas preferidas em 2017?

– CC: Mentira, foi o Barack Obama.

– Dan: Acertou! Você foi a quinta cantora a ter um single debut e um álbum debut no topo das paradas da Billboard ao mesmo tempo?

– CC:  Hmmm, falso.

– Dan: Correto, você foi a 3ª pessoa a fazer isso. Depois de Beyoncé em 2003 e Britney Spears em 1999, então seu recorde foi ainda maior. Você tinha uma conta de fã no twitterpra a banda 5 SecondsOf Summer?

– CC: Hahaha, isso seria engraçado, mas é mentira.

– Dan: Foi pro One Direction, né?

– CC: Sim!!

– Dan: Uma vez você estava alisando seu cabelo e o alisador pegou fogo?

 – Mentira, foi o secador.

– Dan: Você ama os comerciais da TV Britânica?

– CC: Sim, *imitando sotaque britânico*

– Dan: Você se vestiu como uma banana pra festa de Halloween da Taylor Swift?

– CC: Falso, fui de vovó gordona.

– Dan: haha foi a vovó que sentou no gato.

– CC: Sim!

– Dan: Sua vó uma vez tweetou o número de telefone da sua mãe?

– CC: Verdade, te amo mamãe.

– Dan: Você beijou o Nick Jonas na virada de ano?

– CC: Sim, e foi quente. Tô brincando, foi só na bochecha.

– Dan: Você não conseguiu entrar no coral da escola na 4ª série?

– CC: Verdade!

– Dan: Você nunca leu um livro de Harry Potter?

– CC: Mentira, eu amo Harry Potter.

– Dan: Se você não fosse uma cantora, seria uma dentista?

– CC: Quer saber? É falso, eu uma vez disse isso mas eu devia estar sonolenta, não consigo lembrar de querer ser uma dentista. Enquanto criança as pessoas me perguntavam o que eu queria ser e eu inventava coisas pra não dizer que queria ser cantora. Mas eu odeio ir ao dentista, odeio o barulho da maquininha.

– Dan: Camila, muito obrigado por vir ao meu programa, é incrível ver o quão longe você chegou, meus parabéns.

– CC: Obrigada Dan!!

Fonte: The Dan Wooton Podcast

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR.

TRADUÇÃO: Camila fala sobre sua vida e sucesso para a Vogue México.

02 mar 2018

Onde está o coração de Camila Cabello?

A cantora cubano-mexicana goza do carinho de sua família e de milhões de fãs ao redor do mundo, mas seu coração está completo?

É a tarde após a entrega dos últimos prêmios Grammy, as redes proclamam Camila Cabello como a grande vencedora (por vários motivos) da noite. Seu primeiro momento seria com Kesha, Cindy Lauper, Bebe Rexha, Julia Michaels e Andra Day, o coro que levantou uma oração de encorajamento para o movimento #MeToo; depois, seguiria o discurso esperançoso dirigido aos Dreamers – inovação total; terminando com a apresentação do U2, a banda icônica que, como Camila, é a voz de uma geração.

Cinco e trinta em ponto, a produção da capa desta edição terminou na cidade de Nova York, então é hora de falar com a voz que conquistou o mundo.

Que momento ontem à noite com Kesha e a interpretação de “Praying”, que em espanhol significa oração. Camila, o que ou quem estão em suas orações?

“A nível pessoal, saúde, felicidade e minha família são os aspectos mais importantes. Em uma escala maior, mais tolerância e amor no mundo.”

Pessoalmente, acredito que nossa geração e os mais novos estão perdendo a fé em acreditar que podem alcançar seus sonhos. Qual a sua opinião?

“Honestamente, eu acredito que está acontecendo o contrário. Cada vez que dou uma olhada nas minhas redes sociais ou a internet, observo que os jovens estão cheios de fogo com o desejo de gerar novas ideias no mundo. Me faz feliz ver meus fãs — adolescentes de 14 ou 15 anos — que falam sobre o feminismo, o racismo e têm essa paixão por debater sobre isso, sinto que há um fogo interno neles que os leva a alcançar mudanças.

Falando de gerações, já dividiu o palco e experiências com grandes ícones da música (Cindy Lauper, U2, Elton John). Cada um deles se inspiraram na sua própria época e geração para escrever e interpretar suas músicas. Como descreve a geração que está dirigindo sua música?

“Sinto que a minha geração, desde cedo, está com uma imagem exposta de muita honestidade do que é o mundo. Com todos esses fatos que estão acontecendo (politicamente) no planeta, e como eu citei anteriormente, tudo está na internet, às vezes causando uma percepção da realidade mais fria do mundo, então eu sinto que a música que eles procuram trata-se de felicidade, esperança e força.”

Essas últimas palavras (felicidade, esperança e força) definem em uma boa parte os mexicanos, como suas raízes cubanas e mexicanas impactaram sua formação artística e pessoal?

“Uma grande parte da minha vida e personalidade é o resultado dessa cultura fascinante. Quando eu era criança, lembro que as músicas que eu escutava na minha casa eram canções românticas de Luis Miguel, Maná, Camila, Sin Bandera, Shakira e essas letras apaixonadas sobre o amor. Eu sempre tive uma obsessão com o romance, e muitas das minhas músicas falam sobre o amor, é o meu assunto favorito para compor. No estúdio de gravação, trabalhando com compositores americanos, apresentava a eles uma composição ou um conceito super dramático ou muito romântico, e eles diziam: “Oh não, não… É muito doce ou pegajoso.” No entanto, sinto que a música e a cultura com que cresci na minha casa afetaram quem eu sou agora, como eu me apaixono ou o meu jeito de ser com os outros. Você sabe como nós latinos somos, muito abertos, quentes, nós amamos contato físico e afeto. Definitivamente, esta mistura de culturas explica grande parte da minha personalidade. Quanto ao meu álbum, essa influência é ouvida de muitas maneiras.”

Este é um momento difícil para os latino-americanos e para aqueles que vivem nos Estados Unidos, então eu aplaudi o seu discurso no Grammy. Eu a parabenizo pela coragem que você mostrou ao falar sobre os “Dreamers”, o que levou você a fazer essa declaração?

“Primeiramente, obrigada. Em momentos como estes diante de uma injustiça, é quando você deve decidir entre manter o silêncio e olhar para o outro lado porque você não está sendo afetado, ou, fazer o certo usando sua plataforma para ajudar aqueles que estão sofrendo e sendo silenciados por um injustiça. Penso que o mundo seria melhor se fossemos mais solidários.”

Passando para outro ponto, e o sucesso de hoje, existe uma fórmula para alcançá-lo?

“A única fórmula que funciona é trabalhar duro e nunca desistir de seus sonhos, lembre-se de que nada é impossível se você realmente quiser.”

E qual é a sua definição de sucesso?

“Felicidade junto com o amor que vem das pessoas que estão à sua volta, sua família; Impulsionar suas paixões, torne-se a pessoa que você quer ser, faça mudanças com projetos que farão você sentir que está realmente vivo.”

Seja com pessoas que gostam de sucesso e fama, ou aqueles que são mais anônimos, os rótulos parecem condicionar a forma como nos apresentamos. No entanto, estamos em tempos de mudança e devemos eliminá-los, ser mais nós, sem qualificadores. Para você, foi difícil eliminar esses rótulos do passado?

“É definitivamente uma realidade que muitas pessoas enfrentam. No meu caso, sempre me lembro que essa vida é para mim, que no final do dia o que você tem é devido ao que você fez com o seu tempo, suas experiências, como você escolheu viver e o relacionamento que você estabeleceu com você mesmo. Às vezes, é difícil, mas essa é uma das razões pelas quais não entro na internet para saber o que pensam de mim… Não quero saber. Se eu sei os rótulos que colocaram sobre você ou o que eles pensam de mim antes de entrar em uma sala, eu não entraria porque seria assustador. Então, você se sente consumado pelo que as pessoas pensam sobre você e não tem tempo para falar com você e questionar o que você pensa de si mesmo, que é o que realmente importa. Uma das melhores lições que aprendi na minha vida e carreira é bloquear o ruído, e isso se aplica a qualquer situação: o que eles pensam sobre mim, minha música ou meu álbum, se eu estou em um relacionamento ou a pessoa com quem eu tenho um encontro que eles não gostam. Se você ouvir todas essas opiniões, não pode viver a sua própria vida e do jeito que deseja viver… Acreditar que esta é a minha vida e não me importar com o que pensam de mim, é a lição mais poderosa que aprendi.”

Finalmente, não podemos terminar sem falar sobre “Havana”, todos ouviram e dançaram, é o grande sucesso do ano passado e continua! Nas primeira linhas, cita: “Half of my heart is in Havana” (metade do meu coração está em Havana). Atualmente, onde está a outra metade do seu coração?

“Mmmm… Obviamente, a outra metade está no México!”

Fonte:  Vogue México

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR.

 

TRADUÇÃO: Camila fala sobre seu álbum de estreia para Coup de Main Magazine, NZ.

19 fev 2018

COUP DE MAIN: Nós amamos “Never Be The Same”! Encapsula perfeitamente aquela sensação de vertigem de se apaixonar. Você acha que o amor é a emoção humana mais forte?

CAMILA CABELLO: Obrigada! Eu realmente acho, acho que [o amor] controla tudo e, definitivamente, uma vez que ele se apodera de você, não há um sentimento maior, mas sinto que nem precisa necessariamente ser amor romântico. Pode ser amor entre amigos, amor entre sua família, amor por algo que você faz, pode ser amor que você sente quando entra em uma sala com pessoas com quem se sente segura e confortável, o amor pode ter muitas formas diferentes Mas definitivamente acho que é o mais poderoso.

CDM: Em ‘Something’s Gotta Give’ você canta sobre “emoções falsas” – o amor é a emoção mais difícil de fingir?

CAMILA: Sim, eu nunca poderia fingir isso. Sinto que machuca você fingir algo assim, sabe? E eu simplesmente me sentiria culpada.

CDM: Não há como sentir que seja certo mentir para alguém.

CAMILA: Com certeza.

CDM: “Ela ama o controle, ela quer do jeito dela / E não há como ela ficar, a menos que você desista”, e “não tente domar a tempestade”, são letras tão audaciosas, fortes e auto assertivas. Foi importante para você ter letras empoderadoras em seu álbum para suas jovens fãs?

CAMILA: Sim, absolutamente! A razão pela qual eu queria escrever uma música chamada “She Loves Control” é porque, antes de tudo, eu estava em um lugar na minha vida onde pela primeira vez eu estava [no meu] início dos anos 20 e você está tomando suas próprias decisões e vivendo sua vida da maneira que você realmente quer viver, e eu senti que eu tinha muito controle criativo. Eu tinha todo o controle sobre minha carreira, do meu tempo, dos meus dias, do que eu queria fazer, e era tão empoderador e eu me sentia tão bem e adorei a ideia de ter meninas jovens cantando com seus amigos “Ela ama o controle, ela quer do jeito dela”, e transformar nessa coisa poderosa que você decide quem você quer ser e como quer viver.

CDM: Se eu fosse uma menina mais nova, estaria tão feliz de ter alguém como você para me espelhar. Sinto que você empodera muito as meninas.

CAMILA: Isso é muito gentil! Obrigada, significa muito para mim. Sinto que quero tocar as pessoas. Música é algo que faço para mim mesma, é o que me faz feliz, mesmo que seja o que eu faço [como trabalho], ainda é meu hobby, então isso me faz feliz, mas quero inspirar as pessoas de maneira mais profunda do que só lançar músicas. Então sinto que é importante para mim… Eu realmente quero ajudar meus fãs.

CDM: “All These Years” aborda um sentimento tão universalmente relacionável – ainda manter um sentimento por alguém que pode sequer se lembrar que você existe. Como você consegue encerrar esses tipos de sentimentos e passar para a fase de ‘cura’?

CAMILA: Bem, sinto que às vezes também depende da sua situação, porque percebi que antes disso às vezes esses sentimentos que eu achava que tinha por uma pessoa podem ter sido romantizar o passado só porque estou sozinha agora, e às vezes você tem que se perguntar, ‘O que você realmente sente?’. Ou às vezes você meio que foge para essa ilusão, para algo que não é real, talvez para se proteger do presente e de algo que poderia ser real. Acho que você tem que se perguntar e avaliar, ‘Eu ainda sinto algo por essa pessoa?’. E se realmente realmente sentir, acho que é importante dizer, porque a vida é muito curta. Você já assistiu “Sex And The City”?

CDM: Alguns episódios, mas não fiz maratona de tudo.

CAMILA: Bem, Miranda e Steve, eles perdem tanto tempo porque se amam tanto. Ambos são um casal com outra pessoa e são tão obcecados um com o outro e ela leva uma eternidade para falar tipo, ‘Steve, eu te amo’, e eles desperdiçam tanto tempo, poderiam ter feito isso 10 episódios atrás e a vida é muito curta para não dizer o que você tem que dizer sobre pessoas.

CDM: Amo quanto a série te afetou.

CAMILA: Afetou mesmo! Acho que a pior coisa que pode acontecer é eles tipo, ‘Oh, eu não te amo mais, não me sinto mais da mesma forma’. Aí você tipo, ‘Bem, ok. Bom saber’. E segue com a sua vida.

CDM: O que passava na sua cabeça enquanto escrevia a música ‘Consequences’?

CAMILA: Basicamente, como essa música aconteceu foi… Ed Sheeran, que é meu correspondente por e-mail!

CDM: Sério?

CAMILA: Sim, eu sei! Loucura! Ele me apresentou a uma garota, Amy Wadge, com quem escreveu ‘Thinking Out Loud’ e nos colocou em contato e basicamente me introduziu ao conceito de “Consequences” e adorei, então sabia que queria no meu álbum. Trabalhei [na música] e senti tão profundamente… Essa música me remete a uma experiência na minha vida em que tipo “Never Be The Same”… É como uma sequência de “Never Be The Same”. Sinto que muitas das músicas poderiam estar em uma história, e todas as diferentes fases, e acho que ‘Consequences’ é a sequência de um amor que era intoxicante assim e é difícil de tirar da sua mente, ou do tipo de amor que você compara com todos e não é a mesma coisa.

CDM: Você explora muito esse tema no seu álbum.

CAMILA: Sim, exploro!

CDM: Parece muito honesto e genuíno.

CAMILA: Obrigada!

CDM: Em ‘Real Friends’ o verso, “Essa cidade de papel me decepcionou muitas vezes” é uma referência ao livro do John Green, ‘Cidades de Papel’?

CAMILA: Sim! Eu percebi isso quando escrevi o verso e gostei de qualquer forma. É sobre L.A. [Los Angeles] e esse humor em que eu estava enquanto escrevia o álbum, foram algumas coisas que aconteceram em sequência que me fizeram tipo, ‘Não quero mais tentar nessa cidade!’.

CDM: É, L.A. te desgasta.

CAMILA: 100%. Então me cansei de me decepcionar, e ‘cidade de papel’ parecia o jeito certo de descrever porque parecia um pouco vazia e falsa para mim, tipo unidimensional. E esse é um tema comum no álbum também, “In The Dark” tem essa vibe que sou praticamente uma hater de L.A. no meu álbum.

CDM: Como se sente [sobre L.A.] agora? Sente-se melhor?

CAMILA: Sinto que encontrei boas pessoas agora, então me sinto um pouco melhor, mas ainda não adoro.

CDM: Às vezes, parece que quando você fala com pessoas em L.A. tudo o que eles querem é saber que estão no seu telefone e isso é tudo o que querem.

CAMILA: Tipo, conseguir alguma coisa, ou saber o que está fazendo! Tipo, ‘O que VOCÊ está fazendo?’ Também acho que não há energia mágica aqui. Sinto que tem isso em Nova York, eu amo Nova York.

CDM: Fui a Nova York uma vez e senti que era tanta coisa, só queria ir para casa.

CAMILA: Eu sei, isso pode acontecer com certeza. Algumas pessoas dizem isso, mas, para mim, é mágica. Mas sinto que gosto de estar em um lugar que tenha mais energia ou mais coisas acontecendo do que no meu corpo. [risos]

 

CDM: O seu título original do álbum ‘The Hurting, The Healing, The Loving’ foi uma referência ao livro “Milk and Honey” de Rupi Kaur. Você teve outras influências literárias no álbum? Quais livros você está lendo atualmente?

CAMILA: Rupi Kaur é incrível, eu a amo. Na verdade, eu dei o livro ‘The Sun And Her Flowers’ para minha avó e minha avó adora. Minha avó é uma velha senhora cubana que fala espanhol; eu a amo. Eu gosto muito de Lang Leav, uma vibe similar. Eu amo Pablo Neruda. Adoro a poesia de amor! Eu tenho lido “Love In The Time of Cholera” há muito tempo, mas não terminei. É de um autor colombiano, seu nome é Gabriel García Márquez e é como uma história de amor clássica. É basicamente sobre duas pessoas que se apaixonam de longe quando têm 16 [anos] e esse cara, tudo que ele faz em sua vida gira em torno dela – tipo, ele consegue empregos específicos ou vai a lugares específicos apenas para encontrar-se com ela ou entrar em contato com ela, porque ele é pobre e ela é tipo da elite… Estou descrevendo da maneira mais não poética, a maneira mais moderna de descrevê-lo. Não consigo lembrar de que período é, mas é antigo. Seu pai quer que ela se case com um cara rico que está no mesmo nível social e ele está apaixonado por ela e ela se casa com esse cara rico, mas ela sempre… Estou na parte em que eles estão velhos, têm tipo 60 anos agora! É bem fofo.

CDM: Você é tão focada no amor! Mas é uma forma difícil de viver.

CAMILA: É mesmo! Na verdade, não sou [focada no amor] tanto quanto era antes. Antes, eu era tipo ‘Oh, quero me apaixonar, quero isso, e quero amor na minha vida,’ porque fiquei solteira por muito muito muito tempo. Digo, ainda meio que estou [solteira], mas não tanto… Eu estava solteira ao ponto de nem falar com ninguém, tipo nada, só morta por muito tempo, mas percebi como é legal e importante ficar sozinha. É importante você tirar um tempo para si e descobrir quem você é e o que você quer, porque aí quem quer que venha na sua vida, você não é “influenciada” por isso e ainda é você. Quando eu era mais nova, era mais difícil ser assim, e acho que agora, por eu ter passado tanto tempo sozinha, não importa com quem eu saia, sempre sou eu mesma e não importa [com quem eu esteja]. Acho que um tempo sozinha é definitivamente importante.

CDM: A próxima pergunta é do Matt Beckley, que trabalhou com você no seu álbum: Foi importante para você estar muito envolvida no processo de escrever o álbum? Acha que o sucesso dele reflete a quantidade de si mesma que você coloca nas músicas, ao contrário de somente cantar músicas enviadas para você já prontas?

CAMILA: Eu amo ele! Espera. Como fizeram isso?

CDM: Eu o conheço, conheço um amigo dele que está na mesma banda.

CAMILA: Você é tão legal! Você é uma pessoa tão legal, tipo gentil. Estou obcecada por ele. Eu o amo muito. Ele é a pessoa mais gentil e está sempre me mandando mensagens. É o melhor e o amigo que mais dá apoio. Acho que as pessoas não são idiotas e conseguem saber quando algo é manufaturado e dado a você, e sabem quando há coração e sabem quando algo é ‘você’ e quando algo é ‘a gravadora’ – as pessoas conseguem saber. Eu conseguia saber, foi o que me fez ser fã das pessoas que sou fã e o que me faz não ter interesse em outras pessoas, então acho que isso definitivamente desempenha um papel pelo menos no porquê de meus fãs estarem gostando das músicas, é porque me conhecem e sabem que a garota que está dando essa entrevista a você é a mesma garota que está nas músicas. Torna as coisas reais e realidade é tudo.

CDM: Você tem planos de voltar à Nova Zelândia com turnê do seu álbum solo?

CAMILA: Eu amo a Nova Zelândia! Eu adoraria [voltar], comi comidas ótimas lá, mas queria ir à praia – queria ir às praias famosas do ‘Senhor dos Anéis’!

CDM: Por último, seus fãs queriam que perguntássemos, você se sente feliz, saudável e hidratada?

CAMILA: Eu os amo! E sim, não e não. Quero dizer, estou saudável, mas ando comendo bem mal ultimamente.

 

Fonte: Coup de Main Magazine

Tradução e Adaptação: Equipe CCBR.

Camila Cabello anuncia datas de sua primeira turnê solo: Never Be The Same Tour.

14 fev 2018

Após o sucesso estrondoso do seu primeiro álbum “CAMILA”, o qual alcançou a #1 posição na Billboard Hot 200, Cabello anuncia as datas de sua primeira turnê solo.

Hoje (13) através do seu Twitter, Camila compartilhou os locais em que passará com a “Never Be The Same Tour”. Por enquanto, foram divulgadas apenas as datas para os shows na América do Norte e Europa. O primeiro show acontecerá em Vancouver, no Canadá, no dia 9 de Abril. A pré-venda dos ingressos começa amanhã e a venda oficial nesta sexta-feira (16).

Vale ressaltar que Camila irá doar parte proveniente das vendas dos pacotes VIP de seus shows para Children’s Health Fund, uma ONG que apoia programas de assistência médica básica a crianças carentes.